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Travesti morto no Brás foi vítima de homofobia, diz amiga

Amiga de vítima afirmou ter reconhecido suposto serial killer pelas imagens de câmeras de segurança. "Ele é um psicopata", disse

6 mar 2014
13h43
atualizado às 13h53
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Uma das vítimas de um suposto serial killer que agiria na região do Brás, região central de São Paulo, foi morta pelo rapaz de 19 anos preso na noite dessa quarta-feira pela Polícia Civil. A afirmação é da corretora de seguros Larissa Lee, 30 anos, amiga do auxiliar de limpeza Rodrigo Queiroz, 32 anos, assassinado na madrugada do último domingo. “Minha amiga foi morta por homofobia. Esse sujeito é um psicopata”, disse, visivelmente emocionada.

A amiga de Rose Maria foi ao DHPP na manhã desta quarta-feira
A amiga de Rose Maria foi ao DHPP na manhã desta quarta-feira
Foto: Janaina Garcia / Terra

Travesti como Queiroz, que era conhecido como Rose Maria, Larissa foi hoje de manhã ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde são investigadas a morte do jovem e a de outras três vitimas mortas atingidas por facadas na jugular.

A corretora afirmou que reconheceu o suspeito, Aírton Isaías da Silva, 19 anos, pernambucano, graças às imagens de câmeras de vigilância exibidas na TV que mostram um homem correndo na rua Conselheiro Belizário, no Brás, onde o rapaz foi atacado. O suspeito segue detido.

“Minha amiga tinha terminado um relacionamento de cinco anos e queria curtir a vida. Há duas semanas estávamos em um forró e esse sujeito apareceu, perguntou se eu era casada e queria dançar. Disse que sou casada e ele saiu, mas tentou se engraçar com ela. Fomos embora e a levei, porque ela estava muito bêbada, mas sábado passado ela saiu e ficou sozinha com esse rapaz”, afirmou Larissa.

A vítima trabalhava como auxiliar de limpeza
A vítima trabalhava como auxiliar de limpeza
Foto: Janaina Garcia / Terra

Indagada sobre o que a faz ter certeza de que o suspeito preso seria o autor do assassinato, a corretora de seguros foi taxativa: “É o mesmo rapaz que nos abordou no forró e que aparece nas imagens, não sou cega. Esse sujeito é um psicopata. Minha amiga só não foi enterrada como indigente porque eu e meu marido providenciamos um funeral”, afirmou Larissa, segundo a qual a vítima era de Bauru, no interior de São Paulo, e estaria tentando juntar dinheiro para visitar a irmã.

Outras três mortes são investigadas
Além de Rose Maria, o jovem preso é ainda suspeito pelas mortes do músico Aislan Dantas dos Prazeres, 35 anos, encontrado na madrugada do dia 23 de fevereiro, na Rua Oriente, e do vendedor Walter Rodrigues Torres, 46 anos, encontrado ferido na rua Joaquim Nabuco. A vítima foi socorrida e morreu no hospital.

A outra morte ocorreu no dia 28 de fevereiro. Um homem, que seria um morador de rua, foi atacado na rua Coronel Trancoso.

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Fonte: Terra

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