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SP: sindicato e empresas encerram greve dos rodoviários de Campinas

9 ago 2013
21h15
atualizado às 21h17
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Em reunião intermediada pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), representantes das empresas de ônibus e dos funcionários do transporte público chegaram a um acordo para encerrar a greve da categoria. O encontro foi realizado nas garagens das empresas VB1 e VB3.

A paralisação dos motoristas de ônibus prejudicou os passageiros em Campinas (SP)
A paralisação dos motoristas de ônibus prejudicou os passageiros em Campinas (SP)
Foto: Rose Mary de Souza / Especial para Terra

A Emdec conseguiu, ainda, uma liminar no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que garante o mínimo de 70% da frota em operação no horário de pico e de 50% nos demais horários, finais de semana e feriados. A pena pelo descumprimento é de R$ 50 mil por dia ao sindicato da categoria. A decisão foi assinada pelo desembargador Nildemar Ramos da Silva.

A Emdec acionou também a procuradora pública do Trabalho, Ivana Paula Cardoso, do Ministério Público do Trabalho (MPT) de Campinas, para intermediar e agilizar a solução do impasse entre empresas de ônibus e funcionários. De acordo com o secretário de Transportes e presidente da Emdec, Sérgio Benassi, as medidas adotadas pela Emdec surtiram efeito positivo. "O bom senso prevaleceu, afinal o atendimento da população é prioritário e emergencial. A cidade deve sempre ser respeitada", disse.

Greve causa transtornos em Campinas
Funcionários de duas empresas do transporte coletivo protestaram na manhã desta sexta-feira, fechando os principais acessos às vias de Campinas (SP), no segundo dia de manifestações da categoria. Na quinta-feira, o movimento havia atingido apenas os usuários das linhas internas, que tiveram outras opções de transporte. Hoje, porém, a interrupção afetou a circulação de coletivos de outras empresas e as avenidas por onde trafegam companhias intermunicipais, além de motoristas de carros de passeio.

Os veículos das empresas que saíram às ruas ficaram estacionados ao lado dos pontos de ônibus, um atrás do outro. De manhã, eram 283 coletivos parados e 75 mil usuários afetados, mas ao meio-dia, 517 urbanos deixaram de circular - ou seja, mais da metade, prejudicando 250 mil passageiros.

O protesto prejudicou os usuários das rodovias. A AutoBan informou que houve pico de 11 quilômetros de congestionamento com reflexo para a Rodovia Dom Pedro I, e na Santos Dumont foram três quilômetros. Houve lentidão também na Rodovia Campinas - Monte Mor e acessos para Valinhos.

O protesto dos condutores do transporte coletivo coincidiu com a manifestação dos agentes de trânsito, conhecidos como "amarelinhos", que entram no quinto dia de greve. Eles são funcionários da Emdec - atuam na mobilidade urbana, fazem a fiscalização e aplicam multas. Os amarelinhos prometem retorno ao trabalho na próxima segunda-feira.

Fonte: Terra
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