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SP: MP quer condenação 'emblemática' de atropelador de ciclista

Promotor diz que motorista de ônibus que matou Márcia Prado em 2009, na Paulista, agiu com imprudência

10 abr 2013
17h36
atualizado às 17h45
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O promotor Roberto Livianu pediu à Justiça de São Paulo, nesta quarta-feira, a condenação do motorista de ônibus Márcio de Oliveira, que atropelou e matou a ciclista Márcia Regina de Andrade Prado, 40 anos, na avenida Paulista, região central de São Paulo, em 2009. Ela pedalava na altura do número 1.150 da avenida, sentido Consolação, quando perdeu o controle e caiu no asfalto, sendo atingida pela roda traseira do veículo. O Ministério Público (MP) concluiu que o ônibus acelerou e avançou na faixa para ultrapassar a vítima, que circulava pelo meio-fio, e acertou o guidão da bicicleta.

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"Ele claramente agiu com imprudência e fez um movimento muito brusco, que derrubou a ciclista e a matou. Como ele agiu de forma culposa (sem intenção), é réu primário e ostenta bons antecedentes, não é caso de encarceramento. Pedi a substituição da pena de privação de liberdade por prestação de serviços à comunidade. Ele deve se engajar com a associação dos bicicleteiros em um projeto social e se submeter a um curso, em que vai repensar a questão da postura do motorista com o ciclista. Pedi também a suspensão da carteira de habilitação por 5 anos", afirmou o promotor.

Segundo ele, não é possível pedir a cassação da carteira profissional do motorista, que segue trabalhando na empresa de ônibus, mesmo depois de matar a ciclista. "Eu achei lamentável que a empresa não o demitiu. Porém, não existe no Código Penal a punição de perda do exercício profissional, me dediquei bastante a examinar as hipóteses legais para esse caso. Acho que o que fica é que esse tipo de conduta pode produzir gravíssimas consequências para o motorista. Se a condenação ocorrer, ela será emblemática", entende o promotor.

Márcia fazia parte do grupo Bicicletada e assinava um manifesto que pede a adoção da bicicleta como meio de transporte, com mais investimentos na construção de ciclovias em São Paulo. 

 

Fonte: Terra
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