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SP: av. Paulista tem novo protesto após morte de ciclista

3 mar 2012
12h47
atualizado às 13h18
Marina Novaes
Direto de São Paulo

Um dia após a bióloga Juliana Dias, 33 anos, morrer atropelada por um ônibus enquanto conduzia uma bicicleta, a avenida Paulista, onde ocorreu o acidente, foi palco de um novo protesto. Na manhã deste sábado, em frente à "ghost bike" (bicicleta fantasma) instalada para lembrar a tragédia, um casal segurou um cartaz com os dizeres "Respeito à Vida", ocupando uma faixa da via no sentido Consolação, no cruzamento com a rua Pamplona, onde ocorreu o incidente.

Este é segundo protesto após a morte da ciclista
Este é segundo protesto após a morte da ciclista
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Juliana foi atingida por um ônibus no trajeto que fazia para o trabalho - o Hospital Sírio-Libanês -, e morreu no local. Ontem, centenas de ciclistas fizeram uma manifestação na mesma avenida e plantaram duas árvores cerejeiras em homenagem à bióloga, na praça do ciclista, palco de outros protestos como este. Neste sábado, muitas pessoas que passaram pelo local deixaram flores e cartazes em homenagem à ciclista.

"Não pude ir ao enterro dela, então, isso é uma forma de homenageá-la. É um protesto por mais respeito, os carros estão sendo usados como armas hoje. Três pessoas morreram ontem, isso não pode continuar", disse a cicloativista que se identificou apenas como Renata, ciclista há três anos, e que perdeu uma irmã de 13 anos vítima de atropelamento.

O motorista que atropelou Juliana não deve responder pelo acidente porque, para a Polícia Civil, o condutor de outro ônibus teve a culpa, pois teria "fechado" a ciclista, que se desequilibrou e caiu, sendo atingida pelo veículo que vinha atrás. O motorista que "fechou" a vítima foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção), mas pagou fiança e deixou a delegacia ontem. O corpo de Juliana foi enterrado na manhã deste sábado em São José dos Campos, onde a família dela vive.

Em 2009, quando a cicloativista Márcia Regina de Andrade Prado, 40 anos, morreu após ser atingida por um ônibus, também na avenida Paulista, manifestantes também instalaram uma bicicleta branca, "ghost bike", para chamar a atenção para o número de vítimas de atropelamento.

Em junho do ano passado, outra bicicleta "fantasma" foi colocada na avenida Sumaré, na zona oeste da capital paulista, em protesto pela morte do empresário Antonio Bertolucci, 68 anos, presidente do Conselho de Administração do Grupo Lorenzetti, empresa fabricante de chuveiros, que morreu após ser atropelado por um ônibus de turismo - ele também estava de bicicleta.

Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes lamentou a morte da bióloga, e disse que tem investido em "programas para tornar o trânsito mais seguro para bicicletas nas vias da capital". De acordo com o órgão, estão em andamento projetos para a implantação de mais 55 km de novas ciclovias na cidade.

Fonte: Terra
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