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Secretário do Verde é favorável à ampliação do rodízio de veículos em SP

24 abr 2013
23h48
atualizado às 23h50
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O secretário do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Ricardo Teixeira (PV), afirmou nesta quarta-feira ser favorável à expansão do rodízio de carros para toda a cidade e à ampliação do horário para funcionar integralmente, das 6h às 22h.

O rodízio municipal foi tema de discussão em audiência pública realizada nesta quarta para debater o projeto de Lei 26/2013, do vereador Mário Covas Neto (PSDB), que prevê que os motoristas que não forem infratores reincidentes em menos de um ano receberão uma advertência, ao invés da multa. Se aprovado em segunda discussão pelos parlamentares (projeto já foi aprovado em primeira), o projeto seguirá para sanção do prefeito.

"Sou favorável ao projeto apresentado, e ainda com algumas outras regras que poderiam ser acrescentadas, como, por exemplo, que o rodízio funcione na cidade inteira, e não apenas no centro expandido. Além disso, deveria valer o dia inteiro, das 6h às 22h, já que hoje os congestionamentos são durante todo o dia", afirmou o secretário.

O vice-presidente da Anatran (Associação Nacional de Trânsito), Luiz Flora, avaliou o projeto de lei como "pertinente". "O rodízio, hoje, não cumpre a função para o qual foi implantado, que é reduzir a emissão de gases poluentes e acabar com o congestionamento", defendeu.

Já o especialista em trânsito Horácio Augusto Figueira, além de mostrar-se favorável à matéria, ainda defendeu o fim do rodízio. "O rodízio funcionou quando foi implantado, isso não acontece mais. Além disso, essa restrição faz com que as pessoas tenham mais de um veículo para não precisarem seguir as regras e isso aumenta a frota de carros na cidade", disse. "Precisamos aumentar e melhorar o transporte público, essa é a única solução para o congestionamento em São Paulo", acrescentou.

Para o proponente da matéria, o objetivo do projeto de lei não é discutir o rodízio, mas sim oferecer uma alternativa para uma medida já existente. "Precisamos reconhecer que os condutores nem sempre conseguem chegar ao seu destino antes do horário que começa a vigorar o rodízio. Além disso, as pessoas que não são moradoras de São Paulo podem não conhecer a lei e serem penalizadas por isso. A ideia é que na primeira infração a pessoa seja advertida", explicou Mário Covas Neto.

Fonte: Terra
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