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Preso autor do atropelamento a ciclistas em Porto Alegre

2 mar 2011
07h18
atualizado às 14h20

A Polícia Civil prendeu às 6h30 desta quarta-feira, em Porto Alegre, Ricardo Neis, 47 anos, autor do atropelamento dos ciclistas do movimento Massa Crítica. Os agentes cumpriram o mandado de prisão expedido pela 1ª Vara do Tribunal do Júri.

A captura se deu no Hospital Parque Belém, na zona sul, onde ele está internado. Neis deve ser levado à Delegacia de Delitos de Trânsito assim que receber alta médica, o que não há previsão de ocorrer. Ele teria se internado na ala psiquiátrica da instituição por estresse pós-trauma. Segundo o delegado Rodrigo Garcia, o médico que o atendeu decidiu mantê-lo em observação, pois entende que haveria o risco de suicídio. A polícia seguirá no local fazendo a custódia até sua liberação ou transferência para o Instituto de Psiquiatria Forense. O advogado de Neis disse que a internação era necessária para "garantir sua integridade física e psicológica".

Entenda o caso
Por volta das 19h da última sexta-feira, o movimento Massa Crítica promovia um passeio ciclístico a favor do uso das bicicletas no tráfego urbano. Durante a manifestação, que reuniu mais de 100 pessoas, Ricardo Neis, funcionário do Banco Central, que dirigia um Golf preto, acelerou e atingiu os ciclistas que bloqueavam a rua José do Patrocínio na altura da rua Luiz Afonso, no bairro Cidade Baixa. Pelo menos 10 pessoas ficaram feridas.

Em depoimento à Polícia Civil concedido na segunda-feira, Neis alegou legítima defesa, relatando que os manifestantes agiram com violência contra seu carro. De acordo com o delegado, as vítimas foram impedidas de se defenderem, uma vez que o motorista avançou com seu carro enquanto os ciclistas estavam de costas, sem esperar o golpe.

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio Grande do Sul pediram a prisão preventiva de Neis. A requisição foi encaminhada à 1ª Vara do Júri e analisada pela juíza Rosane Ramos de Oliveira Michels, do 2º Juizado Tribunal do Júri.

Segundo nota divulgada pela polícia, foi possível apurar, pelo depoimento do acusado, que o automóvel foi "utilizado como uma arma" e isso acarretaria, entre outros elementos colhidos, na intenção de matar. Outro fator para o pedido foi o fato de o acusado ter ciência de que sua atitude colocou em risco a vida dos ciclistas e, por isso, ele assumiu o chamado dolo eventual, quando se arca com o risco das atitudes provocadas. O inquérito sobre o caso deve ser concluído num prazo de 30 dias.

Fonte: Terra

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