- Thaís Sabino
- Direto de São Paulo
A consultora de vinhos Kayo Nishimoto tenta receber, desde dezembro de 2009, reembolso pelos danos causados em seu veículo, em um acidente que envolveu dois carros e uma moto da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Ela gastou R$ 1.886 com o conserto. O carro de Kayo estava estacionado, quando a moto, dirigida pelo funcionário da CET Olinto Pereira, bateu na traseira do veículo, destruiu o para-choques e amassou o porta-malas.
"Acho que não vai ter jeito, vou ter que entrar na Justiça", afirmou. Ela enviou as fotos, boletim de ocorrência e dados do acidente. Ligou várias vezes para a Companhia, mas ainda não conseguiu resolver o problema. "Eles dizem que não têm culpa e que eu tenho que aguardar o funcionário voltar ao trabalho, pois o valor seria cobrado dele", afirmou. Pereira teve uma fratura no punho e está afastado desde então.
O acidente aconteceu no dia 9 de dezembro, no Brás. Kayo havia deixado seu carro estacionado na rua e estava almoçando quando uma amiga ligou para relatar ocorrido. Marivaldo Pinto estava no banco de passageiro em um Fiat uno e abriu a porta para fechá-la direito. Neste momento, Pereira perdeu o controle da moto e bateu na traseira do Fox de Kayo.
Segundo a assessoria da CET, o órgão não é o responsável pela batida, portanto, não irá pagar o valor gasto pela motorista. "A CET vai viabilizar o ressarcimento desta senhora, vai tentar fazer que a motorista e esta terceira pessoa entrem em acordo", informou a assessoria na manhã deste sábado. Perguntado se existiria participação no acordo do funcionário da Companhia envolvido no acidente, a resposta foi negativa. "A terceira pessoa envolvida é a responsável pelo que aconteceu", informou.
Procurado pelo Terra, José Marivaldo Pinto se negou a falar sobre o assunto. A mulher dele afirmou que ele estava trabalhando quando a batida aconteceu e que nem a CET, nem Kayo entraram em contato com o marido.
- Especial para Terra



