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Trânsito

 
 

Kassab pede a Lula parceria em metrô de São Paulo

03 de novembro de 2008 15h42 atualizado às 16h06

O prefeito eleito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), pediu nesta segunda-feira ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que autorize uma parceria entre o governo federal e a prefeitura para viabilizar a expansão da malha metroviária da cidade.

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Em reunião no Palácio do Planalto, Kassab lembrou que o governo do Estado de São Paulo, sob a gestão de José Serra, também tem investido no projeto e disse esperar que, com a aprovação de uma eventual parceria, o governo municipal também possa oferecer contrapartidas com garantir a conclusão da obra.

"Coloquei a cidade de São Paulo à disposição para que pudéssemos em conjunto investir no metrô. Todos sabem que o metrô é responsabilidade do governo do Estado, e o governador Serra tem feito investimentos muito expressivos e que nos dão alento muito grande. Sugeri ao presidente que o governo federal encontrasse uma forma de investir no metrô. O governo federal nunca investiu, financiou, mas investimento com dinheiro do Tesouro nunca fez", comentou o prefeito.

"(Sugeri) que esses investimentos estivessem vinculados a investimentos também da cidade de São Paulo para ter certeza de uma ampliação mais rápida da malha metroviária. A minha sugestão foi no sentido de o presidente examinar um investimento com contrapartida da cidade de São Paulo", completou, observando que "não viria aqui apenas pedir". "Eu vim pedir que examinasse em conjunto, cidade e governo federal investindo no metrô", ressaltou.

O prefeito declarou ainda que, por hora não há estimativas de valores ou do percentual porque cada governo será responsável. "Ficou de o presidente analisar com os ministros", acrescentou.


Aeroportos
Segundo relato do prefeito, ele e o presidente Lula também discutiram a possibilidade de investimentos em aeroportos, principalmente no terminal de Congonhas.

"Falamos também das dificuldades que temos hoje na questão dos aeroportos, a importância das intervenções no aeroporto de Congonhas para que ele possa operar com mais segurança, a importância de saber por onde vai seguir os estudos para o novo aeroporto para o estado de São Paulo, cuja maior beneficiada seria a cidade de são Paulo".

Reforçadas a partir da crise aérea que atingiu o País entre 2006 e 2007, as obras em aeroportos são um dos pontos mais preocupantes para o governo federal, que revelou na última quinta-feira o 5º balanço do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). De todas os projetos do setor em andamento, 42,8% recebem do governo um selo vermelho, que as classifica como em estágio "preocupante".

O caso mais emblemático é o da revitalização e ampliação do sistema de pistas do aeroporto de Guarulhos. A obra, que durante o PAC chegou a ser caracterizada como nível "adequado", está há quase um ano no alarme de "preocupante". O projeto foi embargado em março pelo consórcio responsável pela obra sob o argumento de que seria preciso rever o contrato, mas a própria empresa não aceitou uma repactuação proposta pelo governo em agosto.

Especial para Terra