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Helicóptero vence competição entre meios de transporte em SP

13 set 2012
18h58
atualizado às 22h11
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Hermano Freitas
Direto de São Paulo

Nem bicicleta nem moto. Este foi o ano do helicóptero no 7° Desafio Intermodal, que compara 14 diferentes meios de transporte em um trajeto do Brooklin, na zona sul de São Paulo, até a Prefeitura, no viaduto do Chá, centro da cidade. A aeronave levou 22 minutos enquanto a bicicleta levou 24.

Com o uso de diferentes modais como carro, moto, bicicleta, helicóptero, patins e pessoas caminhando, correndo e usando transportes públicos como ônibus, metrô e trem, o desafio testa o tempo gasto para um deslocamento que tem como origem a praça Gentil Falcão. Entra na conta o custo que cada participante gera e quantos kg de gás carbônico emite.

Segundo o cicloativista Felipe Aragones, não basta chegar em primeiro lugar - os impactos ambientais também serão avaliados. Em 2011, um ciclista fez o trajeto de 10 km em 22 minutos sem poluir a cidade. Em segundo lugar, chegou o motociclista em 28 minutos. O motorista de carro gastou 74 minutos para chegar até o centro e a pessoa que fez a intermodalidade de trem e ônibus gastou 110 minutos. "O que vai correndo normalmente chega antes do que o que vai de carro", afirmou.

Handbike
"Com o coração na mão." Assim Valdir Gonçalves, 41 anos, descrevia a sensação de aguardar a saída do 7° Desafio Intermodal, que partiu no final da tarde desta quinta-feira do Brooklin, zona sul da capital paulista. Ele participa pela primeira vez do evento com uma handbike - bicicleta com tração dianteira movida com os braços do analista de sistemas, a novidade deste ano.

Em sua handbike de R$ 2,5 mil, Valdir espera percorrer os 10 km do trajeto em cerca de 40 minutos. Ele afirma que a altura do veículo prejudica ser visto por quem está dentro de um carro, mas espera que isto não seja um perigo. "É a sensação boa de um risco bom, acho que vai dar pra mostrar que tem alternativa."

Buracos
A jornalista Clara Caldeira, 25 anos, percorrerá o trajeto caminhando. "Pedestre convicta", ela afirma que vai ao trabalho a pé e deve usar a oportunidade da caminhada para identificar os problemas encontrados por quem deixa o carro na garagem para gastar a sola nas ruas. "Devo encontrar muito buraco e pouca faixa", resumiu.

A má condição do asfalto é o problema que o esqueitista Marcos Hiroshi, 35 anos, espera encontrar. Pela primeira vez no desafio, ele vai de esqueite entre os carros. "O grande desafio é saber se colocar entre os carros", declarou.

Terra

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