0

Fila de caminhões no acesso ao porto de Santos causa 21 km de lentidão

20 mar 2013
13h55
atualizado às 16h34
  • separator
  • 0
  • comentários

O grande movimento de embarque no porto de Santos, no litoral de São Paulo, vem provocando reflexos nos últimos dias na rodovia Cônego Domênico Rangoni, que integra o Sistema Anchieta-Imigrantes, principal ligação entre a capital e a Baixada Santista. Segundo a Ecovias, concessionária que administra a rodovia, as longas filas de caminhões que aguardavam para levar cargas aos terminais da rua do Adubo provocavam mais de 20 km de congestionamento na pista sentido Guarujá da rodovia, por volta das 16h25.

Caminhões fazem longas filas nas proximidades do porto de Santos
Caminhões fazem longas filas nas proximidades do porto de Santos
Foto: Ecovias / Reprodução

De acordo com a concessionária, havia lentidão do km 268 ao 263, do 260 ao 248 e do 1 ao 5 devido ao excesso de veículos comerciais. A Ecovias afirma que o grande movimento de caminhões na rodovia é recorrente nos últimos dias, já que o porto vive um momento de embarque da safra brasileira para exportação.

Representantes da Ecovias, da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), das prefeituras de Santos, Guarujá e Cubatão, das empresas e dos sindicatos de caminhoneiros participaram na manhã desta quarta-feira de uma reunião do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) para discutir formas de minimizar os transtornos no acesso ao porto.

Segundo o presidente do CAP, Bechara Abdalla Pestana Neves, uma série de fatores contribui para os transtornos verificados na região metropolitana de Santos. "Já é um problema que se arrasta há muito tempo. É na verdade uma somatória de questões que, ao longo do tempo, não foram superadas. Falta infraestrutura, nós tivemos uma safra recorde de grãos, nós temos resoluções que o CAP emitiu e não foram cumpridas integralmente", enumerou.

Uma das resoluções citadas por Neves obriga os terminais a fazer o agendamento integrado de todas as cargas que são embarcadas no porto. "Os terminais que operam no porto de Santos precisam ter o agendamento integrado junto à autoridade portuária para garantir que só recebam caminhões de carga para aquilo que efetivamente consigam movimentar. E nós na reunião localizamos que há terminais que não estão realizando esse agendamento integrado", disse.

Na reunião desta quarta-feira, foram definidas três medidas para minimizar os impactos do gargalo. A primeira é organizar o fluxo de caminhões que se dirigem à margem esquerda do terminal, no Guarujá, formando duas filas distintas: uma para os veículos carregados com grãos e outra para caminhões com contêineres. Paralelamente a isso, o CAP cobrará maior rigor da Codesp na fiscalização do cumprimento do agendamento integrado nos terminais.

Além disso, o CAP propôs à prefeitura do Guarujá e à Ecovias o estudo de viabilidade para a construção de um novo acesso á rua Santos Dummont, "que hoje já não suporta mais todo o trânsito", segundo o presidente do conselho. "Precisamos de pelo menos mais uma alternativa de acesso à rua", informou. Por fim, o CAP cobrou da Codesp a conclusão do elevado que está sendo construído no acesso aos terminais da margem esquerda. Segundo Neves, a Codesp garantiu que as obras serão concluídas no mês que vem.

"A nossa preocupação é que a partir de maio teremos o pico da safra de açúcar, que irá de maio até setembro ou outubro. A situação poderá ficar mais grave ainda se não tomarmos medidas emergenciais", alertou  o presidente do CAP. Segundo Neves, o conselho se reunirá periodicamente para discutir medidas que ajudem a diminuir os transtornos à população local.

Com relação à margem direita, em Santos, o presidente do conselho disse que a Secretaria do Patrimônio da União disponibilizou uma área de 200 mil m² no Retão da Alemoa, na saída da rodovia Anchieta, para a construção de um estacionamento de caminhões. "Na reunião da semana que vem, a Codesp já deve apresentar o projeto para ocupação imediata dessa área, para que possamos minimizar, o quanto antes, os problemas verificados", garantiu Neves.

Fonte: Terra
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade