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Fiança para detidos em protesto na av. Paulista será de R$ 20 mil

12 jun 2013
02h30
atualizado às 07h30
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Os 20 detidos durante o protesto contra o aumento das tarifas de ônibus, trem e metrô na capital paulista terão que pagar R$ 20 mil de fiança, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública. As informações são do Jornal da Globo .

Protesto dura cerca de seis horas
Após quase seis horas do início do protesto contra o aumento das tarifas de ônibus, trem e metrô na capital paulista, foram registrados pelo menos 20 prisões de manifestantes e três casos de policiais militares feridos por pedras. A informação é do tenente-coronel Marcelo Pignatari, que comandou o policiamento que acompanhou os manifestantes, e disse ainda que os detidos foram encaminhados ao 78º Distrito Policial (Jardins).

O protesto acabou por volta de 23h, e a PM enfrentou dificuldades em dispersá-lo. "Aquele grupo de, eu estimo, pelo menos, 3 mil pessoas se transformou em pequenos grupos de manifestantes", explica. O coronel alega que só foi usada violência quando se considerou "necessária para evitar a depredação de patrimônio público".

Entretanto, a reportagem do Terra presenciou a detenção de ao menos dois manifestantes que foram levados pela polícia após apenas reclamarem da reação da PM à manifestação. "Socorro! Eu não fiz nada. Isso é truculência. Eu apanhei de graça", gritou um dos jovens dos detidos, que não teve seu nome divulgado, ao ser algemado pela polícia.

A manifestação começou de maneira pacífica, mas os primeiros tumultos começaram logo no início da passeata, na rua da Consolação, onde um jovem ciclista foi detido ao trafegar na única faixa liberada na via. A partir daí, o clima continuou tenso, com novos episódios de confronto entre manifestantes e policiais militares.

A situação se agravou, porém, em frente ao terminal de ônibus Parque Dom Pedro. Após cerca de 20 minutos concentrados em frente ao local, um grupo de jovens tentou levar a passeata ao local, entregando flores aos policiais, mas foi impedida pela PM, que disparou bombas de gás lacrimogênio e tiros de bala de borracha.

A PM não soube informar quantos manifestantes ficaram feridos, mas a reportagem presenciou vários jovens sendo atingidos por cassetetes e balas de borracha disparados pelos policiais.  Pelo menos dois manifestantes ficaram feridos após serem atropelados por um motorista, que dirigia um Fiat Uno, que se irritou com a manifestação e atirou o carro contra os jovens - um homem e uma mulher, que não se feriram com gravidade.

Segundo os organizadores, o objetivo da manifestação era "parar o País para serem escutados em Paris", em referência à cidade para onde o prefeito, Fernando Haddad (PT), e o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), foram para defender a candidatura da cidade para ser sede da Expo2020. No início do protesto, muitos passageiros de ônibus demonstraram apoio à passeata, aplaudindo a manifestação. Entretanto, a pichação dos veículos - muitos ônibus - e de prédios públicos foi reprovada por muitas pessoas que assistiam ao protesto.

<a data-cke-saved-href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/tarifas-metro-onibus-sp/iframe.htm" data-cke-210-href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/tarifas-metro-onibus-sp/iframe.htm">veja o infográfico</a>

Confrontos
O protesto foi marcado por confrontos entre os manifestantes e policiais militares. Um grupo usou lixeiras e pedras para destruir vidraças de agências bancárias. Na rua Silveira Martins, o diretório do PT também foi apedrejado.

A Tropa de Choque da PM usou bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes, após o confronto no terminal de ônibus do parque Dom Pedro. Com isso, grande parte dos participantes do ato subiu para a avenida Paulista.

A manifestação teve início, no fim da tarde, com uma concentração no fim da Paulista. Depois saiu em passeata pela rua da Consolação. Em seguida, os participantes bloquearam completamente a Radial Leste, pegaram a avenida Liberdade, passando pela praça da Sé. Na avenida Rangel Pestana, um pequeno grupo apedrejou e queimou um ônibus elétrico que estava estacionado. No parque Dom Pedro, eles foram impedidos pela polícia de entrar no terminal de ônibus.

“Nós montamos uma linha para proteger o terminal, e eles passaram a agredir os policiais, jogando pedras, coquetel molotov, lixeira. Jogando tudo e partindo para cima dos policiais. Então, não houve outra saída a não ser dispersar o grupo”, disse o coronel Pignatari. “Eles queriam invadir o terminal e incendiar ônibus”, completou. Durante o tumulto, alguns passageiros desceram dos ônibus e correram assustados no meio da confusão.

Nova manifestação na quinta-feira
Um novo protesto está marcado para a quinta-feira, no Anhangabaú. A concentração será às 17h, em frente ao Theatro Municipal. A manifestação será novamente organizada pelo Movimento Passe Livre, que reivindica isenção de tarifa para os estudantes secundaristas e universitários, e melhores condições para o transporte público em São Paulo.

Aumento da tarifa
As passagens de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no dia 2 de junho . A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011. Desde o dia 6, a cidade vem enfrentando protestos.

Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40. "O reajuste abaixo da inflação é um esforço da prefeitura para não onerar em excesso os passageiros", disse em nota.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), havia declarado que o reajuste poderia ser menor caso o Congresso aprovasse a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o transporte público. O decreto foi publicado , mas não houve manifestação da administração municipal sobre redução das tarifas.

Com informações da Agência Brasil

Fonte: Terra

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