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Cerca de 80 ônibus são depredados e um é incendiado na zona sul de SP

19 jun 2013
06h06
atualizado às 10h28
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Cerca de 80 ônibus da Viação Cidade Dutra foram depredados e um foi incendiado na noite desta terça-feira na região da avenida Belmira Marin, zona sul de São Paulo. Segundo informações da empresa, os veículos foram atacados por manifestantes que participavam dos protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. 

<p>Na noite de terça-feira, manifestantes saíram da praça da Sé e marcharam até a prefeitura de São Paulo</p>
Na noite de terça-feira, manifestantes saíram da praça da Sé e marcharam até a prefeitura de São Paulo
Foto: Fernando Borges / Terra

De acordo com a companhia, o fogo destruiu completamente o veículo. Não há informações de feridos ou de prisões. Apesar dos ataques, os ônibus da Viação Cidade Dutra circulam normalmente na manhã desta quarta-feira. 

Atualmente, a empresa possui uma frota com mais de 540 veículos. Destes, 460 circulam diariamente e transportam cerca de 9 milhões de passageiros. 

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Cenas de guerra nos protestos em SP
A cidade de São Paulo enfrenta protestos contra o aumento na tarifa do transporte público desde o dia 6 de junho. Manifestantes e policiais entraram em confronto em diferentes ocasiões e ruas do centro se transformaram em cenários de guerra.

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Durante os atos, portas de agências bancárias e estabelecimentos comerciais foram quebrados, ônibus, prédios, muros e monumentos pichados e lixeiras incendiadas. Os manifestantes alegam que reagem à repressão da polícia, que age de maneira truculenta para tentar conter ou dispersar os protestos.

Veja a cronologia e mais detalhes sobre os protestos em SP

Mais de 250 pessoas foram presas durante as manifestações, muitas sob acusação de depredação de patrimônio público e formação de quadrilha. A mobilização ganhou força a partir do dia 13 de junho, quando o protesto foi marcado pela repressão opressiva. Bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela Polícia Militar na rua da Consolação deram início a uma sequência de atos violentos por parte das forças de segurança, que se espalharam pelo centro.

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O cenário foi de caos: manifestantes e pessoas pegas de surpresa pelo protesto correndo para todos os lados tentando se proteger; motoristas e passageiros de ônibus inalando gás de pimenta sem ter como fugir em meio ao trânsito; e vários jornalistas, que cobriam o protesto, detidos, ameaçados ou agredidos.

As agressões da polícia repercutiram negativamente na imprensa e também nas redes sociais. Vítimas e testemunhas da ação violenta divulgaram relatos, fotografias e vídeos na internet. A mobilização ultrapassou as fronteiras do País e ganhou as ruas de várias cidades do mundo. Dezenas de manifestações foram organizadas em outros países em apoio aos protestos em São Paulo e repúdio à ação violenta da Polícia Militar. Eventos foram marcados pelas redes sociais em quase 30 cidades da Europa, Estados Unidos e América Latina.

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As passagens de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no dia 2 de junho. A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011. Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40.

O prefeito da capital havia declarado que o reajuste poderia ser menor caso o Congresso aprovasse a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o transporte público. A proposta foi aprovada, mas não houve manifestação da administração municipal sobre redução das tarifas.

 

Fonte: Terra
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