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Amputações por acidente de trânsito dobram em SP, diz hospital

Levantamento do Hospital das Clínicas revela que membros inferiores são os mais atingidos e acidentes com moto são a principal causa

15 jul 2013
11h04
atualizado às 11h08
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Dobrou o número de amputações em decorrência de acidentes de trânsito atendidos no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Em 2011 foram registrados 13 casos, enquanto que no ano seguinte foram 26. O levantamento foi feito pela própria instituição. 

A maioria das amputações é feita nos membros inferiores e 80% são causados por motos, segundo o ortopedista e coordenador do grupo de trauma do instituto, Kodi Kojima. Ainda segundo o levantamento, dos esmagamentos de membros, cerca de 80% são passiveis de reconstrução, 10% sofrem amputação imediata (no local do acidente) e, nos outros 10%, há uma tentativa inicial de preservação dos membros, mas eles acabam sendo amputados durante a hospitalização.

“Durante a internação, esses pacientes passam em média por três procedimentos cirúrgicos, e nos dois anos subsequentes, 60% necessitam de reinternação e mais cirurgias”, disse Kojima.

Dessas vítimas, 40% voltam a ter um nível funcional bom e 30%, muito ruim. Para o especialista, além dos problemas físicos, há os psicossociais. “Esses indivíduos podem passar por um ou mais do que se chama os ‘4Ds’ do amputado: divorciado, deprimido, desempregado e desmoralizado”, explicou.

O grupo com maior probabilidade de apresentar complicações neste tipo de trauma engloba mulheres, idosos, fumantes, e pessoas com doenças prévias. “Além dos impactos físicos e psicossociais causados, o custo de amputar um membro ao longo da vida pode chegar a R$ 500 mil, entre próteses, retornos médicos e reabilitação”, concluiu.

Fonte: Terra

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