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Temporão afirma que não há epidemia de gripe suína no País

2 jun 2009
17h09
atualizado às 18h09

Apesar dos 21 casos confirmados da influenza A (H1N1) - gripe suína, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reforçou nesta terça-feira que não há epidemia da doença no Brasil e que a situação é de absoluta tranquilidade e normalidade.

Segundo ele, a maioria dos casos é "importada" e apenas nove pessoas contraíram a gripe no Brasil por terem vínculo estreito com aqueles que trouxeram o vírus de outro país. Ele disse ainda que as baixas temperaturas em algumas regiões do país geram certa preocupação com o aumento do número de casos de gripe, mas, principalmente, da gripe sazonal, que mata 250 mil pessoas por ano no mundo.

Temporão visitou três áreas de referência no atendimento e tratamento dos pacientes da gripe H1N1, no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo. "O vírus não tem uma circulação sustentada como está acontecendo em outros países. A circulação é limitada, contida e, até o momento, o sistema de saúde tem dado demonstração de que está bastante capacitado para controlar essa situação. Evidente que a diminuição das temperaturas facilita a circulação viral, mas o vírus do H1N1 não está circulando, todos os casos são importados ou transmitidos apenas com vínculo epidemiológico forte."

Segundo ele, isso não muda em nada a conduta e o protocolo de identificação da doença. Para o ministro, o importante é que as pessoas estejam bem informadas, evitem a auto medicação e procurem o sistema de saúde imediatamente caso sintam algum sintoma da doença.

Temporão afirmou que não há motivo para preocupação porque a cadeia epidemiológica das pessoas que contraíram o H1N1 foi rapidamente detectada e contida. "As pessoas foram tratadas o que impede que uma cadeia se estenda e que essas pessoas passem o vírus para outras pessoas."

Temporão informou que a internação dos infectados pelo vírus H1N1 depende da avaliação do médico e que a ideia do grupo interministerial criado para tratar do assunto é a de que apenas os casos graves sejam internados e que os demais sejam cuidadosamente acompanhados em casa. De acordo com ele, o ministério deve adotar essa conduta.

"O que essa doença está demonstrando em todo o mundo é o grau de letalidade caindo. As evidências mostram que os casos mais graves acontecem em crianças ou pessoas que têm algum quadro crônico, uma condição clínica pré-existente que de alguma forma debilita sua resistência ou deixa de proteger adequadamente sua saúde."

Temporão participou ainda da cerimônia de abertura da 16ª Feira Internacional de Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia para Hospitais, Laboratórios, Farmácias, Clínicas e Consultórios, que segue até o próximo dia 5 na capital paulistana.

Agência Brasil Agência Brasil
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