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Telefônica lança versão digital da revista histórica Sino Azul

18 mai 2010
13h50
atualizado às 13h58

A Fundação Telefônica lançou nesta terça-feira, em São Paulo, um site com a coleção da revista Sino Azul, considerada pioneira entre revistas voltadas para o público interno no País. Publicação da Companhia Telefônica Brasileira, que prestava serviços de telefonia em grande parte dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e foi sucedida pela Telesp e pela Telefônica, a revista é um arquivo dos costumes da época em que circulou: de 1928 até 1973.

Sérgio Mindlin discursa sobre o projeto da Fundação Telefônica
Sérgio Mindlin discursa sobre o projeto da Fundação Telefônica
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

O presidente da Fundação Telefônica, Sérgio Mindlin, recebeu convidados nesta manhã para apresentar o projeto. "É um patrimônio que precisa ser preservado. Um estudante de moda ou alguém que precise pesquisar como as pessoas se vestiam naquela época pode usar o arquivo como fonte", disse. Mindlin recepcionou os visitantes com um tour pela exposição "Tão longe, tão perto", que mostra a história das telecomunicações e vai até domingo na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

Mais de 350 edições da Sino Azul foram digitalizadas e já podem ser acessadas no www.colecaosinoazul.org.br nas versões flash e PDF. A revista faz parte do acervo histórico do Grupo Telefônica no Brasil, que é gerido pela Fundação Telefônica através de seu Núcleo de Memória. A publicação conta, sobretudo, como ocorreu a evolução das telecomunicações no país, destacando a introdução dos cabos submarinos, a comunicação por rádio ou o início do uso do telefone sem o auxílio de telefonistas.

Também foi apresentado o livro "Nas Capas da Sino Azul", que foi doado a bibliotecas públicas de todo o estado, à Biblioteca Nacional, a todos os CEUS da capital, além de centros de cultura, museus e bibliotecas universitárias de todo o país.

Padrão internacional
O projeto teve início com o processo de microfilmagem, de modo a garantir a sobrevivência da coleção. Uma cópia desse material microfilmado será doado ao Arquivo do Estado de São Paulo, vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. O segundo passo foi a digitalização, seguido da indexação. Uma equipe de bibliotecários levantou os temas de cada edição e os catalogou para o banco de dados, permitindo a busca por uma série de assuntos e palavras-chave. O sistema de catalogação é baseado no padrão internacional Marc21, utilizados por grandes bibliotecas em todo o mundo.

Segundo o responsável pelo trabalho de digitação, André de Araújo, sem isso não seria possível a comunicação dos arquivos da Sino Azul com outras bibliotecas do mundo. "É uma facilitação do serviço, uma ideia de eficiência. O sistema automático permite

Além de preservar e divulgar a coleção Sino Azul, a digitalização desse singular acervo vai ao encontro da missão da Fundação Telefônica, que é facilitar o acesso e o uso das tecnologias para fins educacionais e culturais. Também se cumpre o objetivo de apoiar a pesquisa e ampliar o acesso à história.

Seja através das páginas de Sino Azul na Internet ou do livro "Nas capas da Sino Azul", é possível ao leitor recuperar imagens do passado, obter registros do cotidiano e de fatos de impacto mundial, como o desenrolar da 2a Guerra, a construção do Cristo Redentor ou a inauguração do Estádio do Pacaembu. Sino Azul destaca-se também por sua longevidade. Com a criação do sistema Telebrás, dando surgimento à Telesp, a revista deixou de ser editada em São Paulo, onde foi substituída pelo título Entrelinhas. No Estado do Rio de Janeiro, a revista continuou sendo publicada, pela Telerj, até 1989.

Como revista de empresa voltada para a comunicação, era natural que Sino Azul lidasse especialmente com o telefone. Assim, transformou-se num veículo de formação de quadros da CTB, instruindo, especializando e atualizando seus funcionários. O fio telefônico, as linhas de expansão, os postes e o globo terrestre foram elementos utilizados para formar e que fizeram do telefone protagonista de transformações do país.

Sobre a Fundação Telefônica
A Fundação Telefônica gerencia a maior parte da Ação Social e Cultural do Grupo Telefônica no mundo, demonstrando o compromisso da empresa com as sociedades junto às quais atua. A instituição está presente na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru, Equador e Venezuela e também desenvolve programas junto a operadoras locais da Telefônica no em El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Panamá e Uruguai. No Brasil, foi criada em 1999 e atua para o desenvolvimento social, através da consolidação dos direitos das crianças e dos adolescentes. Desde o início de sua atuação, mais de 500 mil pessoas já foram beneficiadas direta ou indiretamente pelos projetos que desenvolve, por meio dos programas EducaRede, Pró-Menino, Arte e Tecnologia e Voluntários Telefônica.

Fonte: Redação Terra
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