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STF começa a julgar ação contra Palocci por quebra de sigilo bancário de caseiro

27 ago 2009
14h35

Começou hápouco a sessão em que o Supremo Tribunal Federal (STF)decidirá se abre ação penal ou arquiva processocontra o deputado federal Antonio Palocci (PT-SP), acusado da quebrado sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa eda divulgação indevida desses dados, em 2006, quandoera ministro da Fazenda.

Também respondem àdenúncia do Ministério Público Federal (MPF) oex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso - queteria reportado a Palocci uma movimentação atípicana conta bancária do caseiro - e o jornalista Marcelo Netto,assessor de imprensa do Ministério da Fazenda à época.Ele é apontado como responsável pelo vazamento dosdados bancários de Francenildo para a revistaÉpoca.

Francenildo chegou ao tribunal poucoantes das 14h, acompanhado do advogado Wlício Nascimento. Elessentaram na primeira fila de poltronas do plenário paraacompanhar o julgamento. O caseiro não quis concederentrevista e o advogado limitou-se a dizer que seu cliente "estátranquilo e aguardará o resultado com serenidade".

Osigilo bancário de Francenildo foi violado após ele terdado declarações à Comissão Parlamentarde Inquérito (CPI) dos Bingos dando conta de que Palocci seencontrava com lobistas de Ribeirão Preto em uma mansãoem área nobre da capital federal.

O julgamento começacom a leitura do relatório do processo pelo presidente do STF,ministro Gilmar Mendes. Os ministros decidirão primeiro se osfatos relatados pelo MPF configuram crime. Em seguida, avaliarãose há indícios suficientes contra os acusados para aabertura de ação penal.

Cotado como possívelcandidato ao governo de São Paulo em 2010, Palocci nãocompareceu ao STF. O advogado dele, José Roberto Batocchio,reiterou na chegada ao Tribunal que o ex-ministro " nada teve a vercom a quebra do sigilo bancário e com a divulgaçãodos dados" de Francenildo. O advogado afirmou ainda que oenvolvimento de Palocci no fato sempre foi um "interesse daoposição", pela importância do ex-ministro nacondução da política econômica.

Agência Brasil Agência Brasil
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