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SP tem 90% das mortes por gripe A registradas no País em 2013

21 mai 2013
12h56
atualizado às 13h08
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Das 61 mortes por gripe A registradas em todo o Brasil desde o início deste ano, 55 delas ocorreram no Estado de São Paulo, índice que corresponde a 90% de todos os casos. O dado foi divulgado nesta terça-feira pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante um balaço da campanha de vacinação contra a gripe. Das 1.863 ocorrências diagnosticadas como síndrome respiratória aguda grave no Estado, 328 foram confirmadas para o vírus H1N1, o que pode aumentar o número de mortes.

Confira o mapa de casos e mortes por gripe A em 2012

Padilha manifestou preocupação com a ocorrência localizada em São Paulo e disse que enviou uma equipe ao Estado, além de realizar videoconferências semanais, para apurar as causas para o aumento na incidência. A principal suspeita, segundo o ministro, é de que o uso do medicamento antiviral Oseltamivir, mais conhecido pelo nome Tamiflu, não esteja sendo aplicado nas primeiras 24 horas após a suspeita da doença. Padilha ressaltou que não sequer a necessidade de confirmação por exame laboratorial para iniciar o tratamento com o remédio.

"A principal suspeita é que seja um quadro similar ao que ocorreu no Rio Grande do Sul em 2012, onde 85% dos óbitos eram pessoas que tinham outras doenças e 65% eram dos grupos prioritários, mas menos de 5% receberam o Tamiflu nas primeiras 24 horas", disse Padilha.

Segundo o diretor do departamento de vigilância de doenças transmissíveis, Cláudio Maierovitch, a estação da gripe "começou antes", o que pode ter contribuído para o aumento no número de casos. Em São Paulo, foram verificados 328 casos de H1N1, sendo que 55 levaram o paciente a óbito. Em todo o País, foram 388 casos e 61 deles com morte. Durante o ano passado, os 2.614 casos levaram a 351 mortes.

"Não existe forma de interromper a evolução de um aumento de casos de gripe, o que existe são maneiras de proteger a população mais vulnerável. Se faz com vacinação, identificação precoce dos casos e adoção do tratamento adequado. Não existe precedente no mundo de medida que tenha conseguido inverter uma curva epidêmica", afirmou Maierovitch.

Ainda assim, o governo comemorou o fato de a campanha nacional de vacinação ter atingido 80% da meta. Foram imunizadas 32,5 milhões de pessoas do público-alvo da ação, que inclui idosos com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a dois anos, gestantes, indígenas, presidiários e profissionais de saúde. Doentes crônicos e mulheres no período até 45 dias depois do parto também receberam a vacina.

Fonte: Terra
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