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SP: 3 médicos são julgados por retirada de rins nos anos 80

17 out 2011
09h40
atualizado às 09h42

Três médicos acusados de retirar rins de pacientes como parte de um esquema de tráfico de órgãos há 24 anos serão julgados a partir da manhã desta segunda-feira em Taubaté, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. O caso foi denunciado no que é hoje o Hospital Regional da cidade, no ano de 1986.

O júri, que tem previstos entre três e quatro dias de duração, terá dez testemunhas de acusação, seis de defesa e uma de juízo. Os médicos, que negam as acusações, serão interrogados. Mais de vinte pessoas foram arroladas como juradas, mas sete decidirão se os réus são culpados ou inocentes pelo homicídio dos pacientes para a retirada dos rins.

A denúncia do Ministério Público à Justiça relata que o neurocirurgião Mariano Fiore Júnior, o urologista Rui Noronha Sacramento, e o nefrologista Pedro Henrique Masjuan Torrecillas forjaram atestados de óbito de pacientes ainda vivos, informando que eles estavam com morte cerebral para obter o consentimento das famílias para a extração dos rins para transplante. Uma testemunha é uma enfermeira que relata que os pacientes sentiam dor durante a retirada dos rins.

O destino dos órgãos seriam clínicas particulares da capital, o que não teve comprovação do inquérito, cuja conclusão demorou 11 anos após a instalação do procedimento legal. Ao todo 100 pessoas, entre familiares e amigos de vítimas e de réus, jornalistas e público em geral poderão acompanhar o júri desta semana.

Terra

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