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Servidores apontam intransigência e vão continuar em greve

8 ago 2012
20h09
atualizado em 9/8/2012 às 00h10

Os servidores federais em greve estão dispostos a enfrentar a "intransigência" do governo e vão manter as paralisações. Segundo o secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Costa, o movimento atinge 28 órgãos, com 370 mil servidores públicos parados. A greve ganhou a adesão dos agentes da Polícia Federal e dos auditores fiscais agropecuários.

PMs entraram em confronto com policiais civis durante protesto de servidores públicos federais na Esplanada dos Ministérios
PMs entraram em confronto com policiais civis durante protesto de servidores públicos federais na Esplanada dos Ministérios
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Também estão em greve servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Arquivo Nacional, da Receita Federal, dos ministérios da Saúde, do Planejamento, do Meio Ambiente e da Justiça, entre outros. "Estamos aguardando uma resposta do governo. Até lá, a greve continua", disse Costa.

Na tarde desta quarta-feira, os grevistas promoveram um protesto contra a falta de negociação do governo federal em frente ao Ministério do Planejamento. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 600 pessoas participaram da manifestação. Em seguida, eles seguiram em passeata até o Palácio do Planalto.

Uma reunião entre representantes do governo e das entidades sindicais deve ocorrer entre os dias 13 e 17 deste mês. O governo tem até o último dia deste mês para enviar o projeto de lei orçamentária ao Congresso Nacional. O texto deve conter a previsão de gastos para 2013.

Segundo o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Pedro Delarue, a categoria não vai aceitar a falta de proposta por melhorias salariais do governo federal. "O governo está irredutível. A alegação principal do governo para a falta de reajuste é a crise internacional. Mas isso não justifica o congelamento de salários desde 2008. O PIB Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país tem subido, mas os salários não acompanharam, então há margem para reajuste", disse Delarue.

Os manifestantes reivindicavam um encontro com o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. "Fomos informados que de só o Ministério do Planejamento está autorizado a falar com os servidores. Já falamos com o secretário de Relações do Trabalho Sérgio Mendonça e nada adiantou. Queremos falar com algum ministro. Queremos alguma proposta concreta", acrescentou o presidente da Fonacate.

De acordo com Delarue, há graus diferentes de paralisação. Para ele, a população está sendo prejudicada pela "intransigência do governo, que não está disposto a negociar". "Não estamos sendo ouvidos. Só nos resta fazer greve em busca de melhorias salariais".

Agência Brasil Agência Brasil
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