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13 de março de 2012 • 22h21 • atualizado às 22h39

Sem-terra pedem reforma agrária em fazenda ocupada no DF

As famílias pedem a destinação de 40% da área de 1,7 mil hectares à reforma agrária
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
 

Cerca de 600 famílias do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que ocupam desde o dia 8 de março parte da Fazenda Toca da Raposa, em Planaltina (DF), fizeram nesta terça-feira um ato político de mobilização. Elas pedem a destinação de 40% da área de 1,7 mil hectares à reforma agrária.

Segundo a coordenadora do acampamento, Viviane Moreira, a área em que as famílias estão acampadas pertence à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), órgão do governo do Distrito Federal, e foi ocupada irregularmente por um produtor de soja, que tem uma parcela das terras. "Nós vamos resistir, não aceitaremos o favorecimento da grilagem de terra aqui no DF", disse.

O presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Domingos Dutra (PT-MA), presente ao ato, considerou a ocupação da área pelas famílias como uma ação legítima. Ele disse que todo brasileiro tem direito à terra. "Essa ocupação não é ilegal, este é um ato constitucional, vocês (MST) têm o direito de terra para produzir."

No dia 9 de março, o MST apresentou denúncia à Ouvidoria Nacional Agrária sobre ameaças que as famílias estão recebendo de homens armados. Na ocasião, Viviane Moreira declarou que responsabilizaria o Estado por qualquer ato de violência que possa ocorrer no acampamento.

A ocupação da Fazenda Toca da Raposa faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas 2012, que realiza ações em mais 15 Estados do País.

Agência Brasil