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19 de julho de 2012 • 18h44 • atualizado às 19h54

RJ: com greve, hospitais federais estão com atendimento limitado

 

A greve nacional dos servidores federais segue sem previsão de encerramento ou acordo com o governo. A mobilização tem causado limitação no atendimento em diversos hospitais do Rio de Janeiro. O Ministério da Saúde informou em nota que o atendimento ocorre normalmente em apenas três hospitais federais coordenados pelo órgão na cidade: Andaraí, Bonsucesso e Servidores do Estado.

No Hospital Federal da Lagoa, na zona sul da cidade, estão sendo priorizadas as cirurgias mais graves, enquanto os procedimentos de menor complexidade são remarcados. Já os exames laboratoriais e as consultas agendadas estão ocorrendo, da mesma forma que a marcação de novas consultas e demais serviços.

No Hospital Cardoso Fontes, na zona oeste, os atendimentos em oncologia, odontologia, hemodiálise, endoscopias, cirurgia geral, cirurgia do tórax, urologia, ginecologia, terapia intensiva e áreas de apoio (laboratório, imagem e farmácia) continuam ocorrendo. Porém, foram interrompidos o serviço de alguns ambulatórios, enquanto os atendimentos de emergência estão sendo realizados de acordo com a classificação de risco.

Já no Hospital Federal de Ipanema, também na zona sul da capital fluminense, estão sendo atendidos somente os pacientes agendados. A marcação de novas consultas continua interrompida. Apenas as cirurgias complexas e os casos de maior gravidade vêm sendo realizados.

De acordo com a assessoria do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), em Laranjeiras, na zona sul, praticamente toda a unidade está funcionando, mas parte do ambulatório está parada e foram canceladas as consultas de rotina. Estão sendo atendidas as consultas agendadas consideradas emergenciais. A marcação continua, porém, para datas futuras. As cirurgias agendadas estão ocorrendo normalmente.

Nesta quinta-feira, foi feita uma manifestação dos servidores federais em frente ao INC. A diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Estado do Rio de Janeiro (Sindisprev/RJ), Lúcia Pádua, disse que os manifestantes fecharam completamente a pista em frente à unidade. Segundo a diretora, o bloqueio da via se deu porque a polícia militar fez uso de violência e truculência contra os manifestantes, utilizando gás de pimenta. Segundo o comando do Batalhão de Choque da Polícia Militar, a manifestação foi pacífica e não houve necessidade do uso de spray de pimenta ou qualquer outro recurso policial.

Agência Brasil