Brasil

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05 de março de 2014 • 22h20

Rio se transforma em lixão após 5 dias de greve dos garis

 

O quinto dia da greve dos trabalhadores da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) do Rio de Janeiro transformou a cidade "maravilhosa" em um verdadeiro lixão, no momento em que recebe milhares de turistas que vieram para o Carnaval.

Parados desde o sábado passado, os garis exigem aumento salarial, pagamento de horas extras e reajuste do auxílio refeição, entre outras reivindicações.

A Comlurb informou à AFP que as ruas estarão limpas até a sexta-feira, com a ajuda de lixeiros contratados em janeiro passado, mas que ainda não começaram a trabalhar.

Em meio à crise, toneladas de lixo se acumulam nas ruas e calçadas da cidade, da zona sul à zona norte, unindo Ipanema, Centro e Cidade de Deus, em uma situação agravada pela passagem dos blocos carnavalescos.

Em meio a situação caótica na limpeza urbana, o Rio recebe quase 1 milhão de turistas, que observam incrédulos a situação da cidade.

O carnaval oficial terminou nesta quarta-feira, mas os blocos continuam arrastando milhares de pessoas e mais lixo para as ruas do Rio, que no sábado terá o desfile das campeãs, no Sambódromo.

A Justiça declarou a greve ilegal e impôs uma multa de 50 mil reais por dia de paralisação, mas o movimento não tem o apoio do sindicato da categoria.

A prefeitura propôs reajustar os salários dos cerca de 15 mil garis do Rio em 9%, mas a maioria dos lixeiros rejeitou a proposta, informou a Comlurb.

Segundo o movimento, cerca de 70% dos garis aderiram à paralisação.

A Comlurb começou a despedir os grevistas e cerca de 300 funcionários da empresa já receberam o aviso de demissão.

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