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Rio Grande do Sul formará comitê de apoio a refugiados

16 ago 2012
14h56
atualizado às 20h32
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Felipe Schroeder Franke
Direto de Porto Alegre

O governo do Rio Grande do Sul disse nesta quinta-feira que formará um comitê para coordenar o apoio aos refugiados no Estado. O anúncio foi feito pelo governador Tarso Genro por ocasião da visita do comissário-geral de Assistência aos Refugiados Palestinos da Agência das Nações Unidas (UNRWA), Filippo Grandi.

Grandi (centro) conversa com lideranças locais: anúncio de comitê estadual para coordenador o apoio aos refugiados
Grandi (centro) conversa com lideranças locais: anúncio de comitê estadual para coordenador o apoio aos refugiados
Foto: Felipe Franke / Terra

"O Rio Grande do Sul é um Estado muito importante devido à presença de uma grande comunidade palestina, mas também por ser um Estado envolvido com os direitos humanos e desenvolvimento social, interessado em olhar para além de si e do Brasil. Acho que vamos estabelecer uma boa parceria", disse Grandi.

"Uma série de entidades governamentais e da sociedade civil discutiu para que não tivéssemos ações esfaceladas ou desconectadas e que era muito importante que tivéssemos um comitê", disse o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Fabiano Pereira. Entre as entidades estão a ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) e a Fepal (Federação Árabe-Palestina do Brasil, sediada em São Paulo).

Segundo Grandi, Tarso pediu que a UNRWA propusesse focos de cooperação em algumas áreas, como educação, saúde, microeconomia e direitos humanos. Entre as questões mais sensíveis ligadas à reconstrução da vida em um novo país, disse Pereira, estão língua, trabalho e documentação.

"Recentemente, cerca de 100 palestinos vieram ao Brasil do Iraque e foi um pouco complicado devido a questões culturais e de ambiente, mas eu entendo que as autoridades no Brasil têm sido muito boas nas medidas de integração. Leva tempo, estas coisas não são fáceis, mas estou confiante que este é um bom lugar para refugiados", disse Grandi.

O representante da ONU agradeceu o apoio brasileiro e discutiu a possibilidade de o país se tornar um contribuinte permanente dos cinco milhões de refugiados palestinos que vivem em campos na Palestina, Jordânia, Síria e Líbano. "Vim aqui (...) discutir a possibilidade de tornar estas contribuições estáveis de modo que o Brasil possa levar seus recursos e sua voz na discussão dos refugiados palestinos, que é uma discussão política" e que "não passa por uma boa fase" afirmou.

Terra

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