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Revista americana chama Rio de "terra de gangues"

29 set 2009
00h26
atualizado às 01h05

Uma reportagem publicada pela revista americana The New Yorker, que aborda a questão da violência no Rio de Janeiro, classifica a cidade como uma "terra de gangues", gangland em inglês.

A revista cita uma "gerente" do traficante Fernandinho Beira Mar na favela do Parque Royal, que seria a responsável pelas "relações comunitárias" do local em benefício do Terceiro Comando Puro, uma organização criminosa do Rio.

A relação de Beira Mar com legisladores é abordada pela revista, que cita o político Gilberto Coelho de Oliveira, amigo de infância do traficante. Oliveira, "dito como o mais violento dos dois" seria amigo de infância de Beira Mar, segundo a The New Yorker.

De acordo com a publicação, a favela consiste em um bagunçado de casas empilhadas, com tijolos à mostra, fios expostos, paredes cobertas com grafites e vielas onde mercados e bares disputam espaço com igrejas evangélicas.

A população na favela Parque Royal vive sob a autoridade de gangues e seu exército armado, assim como ocorre em todo o Rio de Janeiro, diz a reportagem.

De acordo com a publicação, o Terceiro Comando Puro administra, sob a tutela de Beira Mar, quase todas as dezoito "ilhas favelas" da região. A organização seria responsável por explorar "negócios legais" na região como o transporte de passageiros e serviços de TV a Cabo.

Segundo um levantamento feito pela polícia em 2007, a organização de Beira Mar renderia ao traficante US$ 300 mil por mês.

Fonte: Terra

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