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A National Rifle Association (NRA), entidade que defende o direito ao porte de armas nos Estados Unidos, disse ter dado "conselho" à campanha do "não" no referendo sobre o desarmamento no Brasil. Em e-mail enviado à BBC Brasil, o diretor de Assuntos Públicos da entidade, Andrew Arulanandam, disse que "conselho foi dado" à campanha do "não", que emergiu vitoriosa no referendo de domingo.
Ao ser questionado sobre alegações de que a NRA teria ajudado financeiramente a campanha vitoriosa, Arulanandam disse que as regras da entidade "exigem que os recursos e esforços da NRA se concentrem no front doméstico". Ele acrescentou que, no mesmo período, estava em discussão nos Estados Unidos uma lei sobre o comércio de armas que era "a mais alta prioridade" da NRA.
A lei, defendida pela entidade, foi aprovada na última quinta-feira pelo Congresso americano.
Derrota espantosa
Ele também afirmou que a derrota da emenda que proibia o comércio de armas no Brasil foi "espantosa". Arulanandam disse que havia uma intenção de usar o Brasil "como uma plataforma de lançamento para abordar a NRA nos Estados Unidos". "Nós consideramos seu fracasso espantoso, pois eles possuíam um poderio virtualmente ilimitado e recursos para levar em frente este referendo".
A NRA é uma entidade que participa de campanhas em defesa do direito de os americanos portarem armas e que tem entre seus membros mais famosos o ator Charlton Heston, astro de Ben-Hur e O Planeta dos Macacos, que a presidiu até 2003.
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