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Referendo
Segunda, 24 de outubro de 2005, 21h32 
Arma de fogo mata mais que trânsito, diz diretor da AACD
 
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As mortes e lesões provocadas por armas de fogo superam as estatísticas sobre os danos provocados pelos acidentes de trânsito, diz o diretor clínico da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) de São Paulo, médico Antônio Carlos Fernandes. "Temos que levar em conta inclusive que o Brasil é campeão mundial de mortes em acidentes de trânsito", lembrou.

"No dia-a-dia da AACD constatamos que 43% dos pacientes paraplégicos, tetraplégicos e portadores de lesão medular são vítimas de agressão por armas de fogo", disse o diretor, em entrevista à Rádio Nacional AM . O médico afirmou que o resultado do referendo realizado neste domingo, em que a maioria da população disse "não" à proibição de venda de armas e munições, foi uma "mostra da insatisfação dos cidadãos em relação à segurança pública no país".

Fernandes disse que problemas na área de saúde e de segurança estão ligados. Para ele, "precisamos cobrar dos políticos que façam um investimento maior na área de saúde e na área de segurança, porque esses problemas convivem juntos".

"O problema que essas pessoas têm que enfrentar é a dificuldade de receberem tratamento adequado. Muitas vezes são transportadas de modo inadequado, aumentando a gravidade da lesão, pois nem sempre os hospitais têm capacidade para receber um doente ferido gravemente, aumentando o número de seqüelas graves e óbitos", disse.
 

Agência Brasil