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Referendo
Segunda, 24 de outubro de 2005, 16h13 
Referendo: aliados rejeitam tese de derrota de Lula
 
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A base aliada se esforça para descolar do Governo a derrota no referendo. O presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), foi um dos que saiu na defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendia a proibição da comercialização de armas de fogo e munição, tese derrotada no domingo.

"Eu não vejo isso como um julgamento do Governo, vejo isso como o julgamento da segurança pública do País. Acho que a posição vencedora deve ser respeitada e a população deve ter as suas razões para votar do jeito que votou", disse. O deputado complementou ainda que "entre os que apoiavam o "sim" e os que apoiavam o "não" havia gente de todos os partidos e instituições das mais diversas".

De acordo com Rebelo, cabe agora aos governantes receberem o resultado "com humildade e respeito" e interpretarem o recado dado nas urnas. "Eu votei abertamente 'sim', mas a população consultada deu o seu veredicto. Essa posição tem que ser respeitada, os governantes, principalmente os governadores que são os responsáveis pela segurança pública, devem recolher este resultado com humildade, devem examinar as causas da preocupação da população com a questão de segurança", observou.

Não é o que pensa a oposição. O deputado Raul Jungmann (PPS-PE), integrante da Frente Por um Brasil sem Armas, credita a vitória do "não" na conta do Governo. "A vitória do 'não' representa um grito de protesto da população contra a crise política e o Governo Lula". O discurso é repetido no PFL. "Esse plebiscito foi um voto de desconfiança na política de segurança do Governo Federal, já que o índice de criminalidade cresce assustadoramente", afirmou o senador José Agripino Maia (PFL-RN).

Para o senador, este é o momento do presidente da República acabar com as promessas de melhora e começar a investir, no pouco tempo que lhe resta, nas polícias nacionais e em outras medidas de segurança. "Esperava-se muito mais do que Lula está fazendo. É preciso procurar as mudanças necessárias para que o Brasil pare de sofrer com toda essa criminalidade", afirmou.
 

Agência Nordeste

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