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Os coordenadores da frente em defesa do "sim" à proibição da venda de armas de fogo e munição admitiram que a campanha foi "acanhada" e não conseguiu reagir ao discurso objetivo dos partidários do "não".
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Para o presidente do Senado e da Frente do "sim", Renan Calheiros (PMDB-AL), a campanha não conseguiu responder com rapidez aos argumentos usados pela frente do "não" para chegar à vitória. O senador, no entanto, criticou o "não" ao afirmar que a campanha vitoriosa utilizou conceitos como democracia e direito à vida de forma equivocada.
Já o deputado Luiz Antonio Fleury Filho (PTB-SP), da Frente do "não", afirmou que o principal erro da campanha do "sim" foi confiar na vitória antecipadamente e tentar corrigir os erros a poucos dias da votação. "A campanha do "sim" foi ufanista, para cumprir tabela", disse Fleury.
O deputado aproveitou para enumerar os acertos da campanha do "não". Segundo ele, uma das melhores estratégias foi mostrar que o que estava em jogo era a perda de um direito.
O vice-presidente da Frente do "sim", deputado Raul Jungmann (PPS-PE), disse que uma das razões para a vitória da campanha foi a frustração da sociedade com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente do Instituto Sou da Paz, Denis Mizne, que defendia o "sim" à proibição à venda de armas, acredita que o resultado pode ser interpretado como "o sucesso de campanhas em defesa de um pseudo-direito e contra o governo Lula", informa o jornal O Globo.
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