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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Velloso, afirmou neste domingo, durante entrevista coletiva em Brasília, que gostaria que o Brasil tivesse referendos a cada 4 anos junto com as eleições municipais. Ele sugeriu que fosse feito um referendo para decidir sobre a legalização do aborto em caso de fetos anencéfalos por tratar-se de "questão importantíssima".
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Sobre o comparecimento às urnas durante o referendo sobre a proibição do comércio de armas, o presidente do TSE considerou satisfatório. "A abstenção ficando em 20% não é muito, tratando-se de referendo", disse ele.
Carlos Velloso informou que os gastos com o referendo não chegaram ainda a R$ 250 milhões, abaixo da previsão inicial de R$ 270 mil. Ele disse que, no total, das 323.368 urnas usadas na votação, apenas 2,8 mil foram substituídas, o que representa 0,87% das seções.
Sobre o resultado vitorioso do "não" no referendo, ele afirmou que não cabe ao presidente do TSE comentar. "Não interessa quem perdeu ou quem ganhou, interessa que o povo participou da grande festa da cidadania", disse Velloso.
Velloso não deu previsão para o horário de término da apuração do referendo. Ele disse que o importante é que o resultado final do referendo já foi definido com a apuração dos votos.
Ele afirmou que é possível que a totalidade dos votos apurados só seja divulgada na manhã de segunda-feira. "O resultado está dado, mas a apuração final pode demorar um pouco mais por causa do transporte das urnas. A mesma dificuldade que tivemos para levar teremos para buscar", declarou.
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