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Luiz Eduardo Greenhalgh, autor do Estatuto do Desarmamento, afirmou neste domingo ao Jornal do Terra que a fiscalização sobre a venda de armas, que continuará permitida no País, terá de ser rigorosa. "Vou me dedicar para que o Estatuto do Desarmamento seja cumprido à risca", disse.
"Temos hoje cerca de 1.200 pontos de venda no País e a comercialização não pode ser feita indiscrimadamente, como se fazia antes. Por exemplo, o Estatuto prevê que a venda só pode acontecer para maiores de 25 anos e há informações que essa regra não vem sendo observada", afirmou o deputado.
Greenhalgh também criticou abertamente a campanha do "sim", que para ele foi marcada por uma grande desorganização interna. "Foi uma campanha sem informação, apenas na base da emoção. Se nós tivéssesmos feito uma campanha pedagógica, o resultado poderia ter sido melhor."
Em regra, o Estatuto do Desarmamento, que está em vigor, proíbe o porte de armas por civis, com exceção para casos onde há ameaça à vida da pessoa. A posse, desde que legalizada, é permitida. Ou seja, a pessoa pode ter a arma dentro de sua residência ou local de trabalho.
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