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25 de março de 2013 • 19h16 • atualizado às 19h23

Quase 60% dos brasileiros são a favor de adoção de crianças por gays

Segundo pesquisa, 60% dos que se declararam gays afirmaram ter o desejo de adotar uma criança

 

Uma pesquisa realizada pelo painel online CONECTAí/Ibope divulgada nesta segunda-feira revela que 57% dos internautas brasileiros são favoráveis à adoção de crianças por casais gays, independente de serem casais de homens ou de mulheres. Considerados os entrevistados assumidamente homossexuais ou bissexuais, a aprovação sobre para 97%.

Segundo a pesquisa, que ouviu 2.363 de internautas em todo o País, entre 11 e 19 de março, entre todos os entrevistados, independente de orientação sexual, 45% afirmaram que têm o desejo de adotar uma criança. Entre os declaradamente gays, o número sobre para 60%.

A razão mais apontada entre os que discordam da adoção de crianças por casais do mesmo sexo é a ideia de que “no futuro, isso pode influenciar a orientação sexual da criança”, e também o medo de que a criança possa sofrer preconceito pela orientação de seus pais. 

Um terço dos gays não se assumem em casa e no trabalho
Segundo a pesquisa, a maioria dos entrevistados afirmou que não assume sua orientação sexual perante a família por conta do medo da rejeição (57%). Outros medos são o de ser expulso de casa (14%), vergonha (12%), não se aceitar perante a família (9%) e razões religiosas (5%).

No trabalho, o medo de rejeição também é a principal causa de os homossexuais evitarem assumir sua orientação (32%), mas divide espaço com o medo de que a orientação sexual interfira na carreira profissional (24%). Vergonha (20%), medo de perder o emprego (8%) e razões religiosas (4%) também foram apontados como motivos para esconder a orientação. 

Aceitação
Segundo o Ibope, 34% dos entrevistados disseram que caso um familiar se assumisse homossexual seriam a favor, enquanto 7% se disseram contra, 28% nem a favor nem contra e 31% não souberam responder.

Já no trabalho, 37% dos entrevistados disseram que são a favor caso um colega seja assumidamente homossexual, 1% se disse contra, 29% nem a favor nem contra e 33% não souberam se posicionar. 

Entre os amigos, 65% se disseram a favor de ter amizade com homossexuais, 4% contra, 19% nem  a favor nem contra e 12% não souberam responder. 

Mais números
Entre os entrevistados que se declaram homossexuais ou bissexuais, os homens aparecem em maior número que as mulheres: 16% contra 8%, respectivamente. A pesquisa mostrou também que quanto mais jovem, mais os homossexuais assumem sua orientação sexual: 15%, se até 29 anos; 10%, de 30 a 49 anos; e apenas 5% entre os de 50 anos e mais.

A Região Norte aparece como a de menor presença de gays, com apenas 2% dos entrevistados entre bissexuais ou homossexuais. O índice fica muito abaixo dos valores apresentados nas demais regiões: Sul (10%) Sudeste (13%), Nordeste (13%) e Centro-Oeste (14%).

Em relação a classe social, a classe B aparece como aquela onde há mais homossexuais e bissexuais, com 14% dos entrevistados. O índice chega a 11% na classe A e vai a 10% tanto para a classe C quanto para a classe D.

Casamento gay
Questionados se teriam a intenção de se casar, já que a lei permite a união civil entre gays, 43% dos homossexuais e bissexuais dizem que certamente se casariam, enquanto 22% afirmam que provavelmente se casariam. O número representa dois terços do total de entrevistados, que afirmaram desejar formalizar uma união. 

Outros 25% não sabem ou nunca pensaram a respeito, e 7% e 4% dizem que provavelmente não se casariam e certamente não se casariam, respectivamente. De acordo com a pesquisa, 47% dos internautas brasileiros se disseram favoráveis ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. 

Religião
De acordo com a pesquisa, 42% dos gays afirmaram que não possuem uma religião. Comparativamente, esse número é de 13% entre os heterossexuais. A maioria dos entrevistados que não quiseram responder sobre sua orientação sexual é de católicos (53%). 

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