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Por terremoto, rei da Espanha cancela visita ao Chile e Brasil

28 fev 2010
14h20
atualizado às 14h54

Os Reis da Espanha suspenderam neste domingo sua visita oficial ao Chile e ao Brasil, após o cancelamento do Congresso Internacional da Língua de Valparaíso pelo terremoto que sacudiu o país andino e causou mais de 400 mortos.

Fontes da Casa do Rei informaram à Agência Efe sobre a suspensão da visita, uma vez que o Ministério de Exteriores chileno comunicou à Embaixada espanhola em Santiago sobre o cancelamento do Congresso Internacional da Língua.

Em uma conversa por telefone ontem com a presidente chilena, Michelle Bachelet, o rei Juan Carlos demonstrou a plena disponibilidade da Espanha em oferecer ao Chile toda a ajuda que precisar neste momento.

O monarca ligou para Bachelet para expressar o pesar, a solidariedade e o apoio da Coroa e do povo espanhol à população chilena atingida pelo terremoto. Além disso, o Rei ressaltou que a Espanha apoiaria a decisão adotada pelas autoridades chilenas sobre o Congresso da Língua.

Rei Juan Carlos e a rainha Sofia tinham previsto viajar ao Chile amanhã, em uma visita organizada por causa do Congresso de Valparaíso. A agenda dos Reis incluía a abertura desse fórum acadêmico, um jantar oferecido por Bachelet no Palácio da Moeda da capital chilena e a inauguração de três exposições, assim como um encontro com a colônia espanhola residente no país.

De Santiago do Chile, deveriam seguir na quarta-feira para Brasília, onde o rei deveria se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes de participar com a rainha Sofia de um jantar oferecido em sua honra pelo líder do Brasil.

Tragédia no Chile
Centenas de pessoas morreram após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter registrado na madrugada de sábado (27) no Chile. A contagem de corpos pode passar de 300, e o número de afetados, de 2 milhões, segundo o governo. A presidente Michelle Bachelet declarou "estado de catástrofe" no país.

O tremor teve epicentro no mar, a 59,4 km de profundidade, na região de Maule, no centro do país e a 300 km ao sul da capital, Santiago. Por isso, foi enviado um alerta de tsunami ao chile, Peru e Equador. Segundo fontes oficiais, o terremoto aconteceu às 3h26 pelo horário local (mesmo horário em Brasília). O número de vítimas mortais e de feridos pode aumentar.

Efeitos do estrago
Os danos materiais do terremoto ainda estão sendo avaliados. O muro de uma prisão veio abaixo com o abalo sísmico, o que causou a fuga de mais de 200 detentos na cidade de Chillán, a 401 quilômetros de Santiago. O aeroporto internacional de Santiago foi fechado devido a alguns danos em suas instalações, e várias pontes ficaram danificadas. A luz e o serviço de telecomunicações estão cortadas na região metropolitana e em Valparaíso foram registrados danos internos em edifícios. Os bombeiros correm as ruas de Santiago com megafones dando instruções à população.

Em alguns lugares, falta água potável. Pelo menos três hospitais na capital desabaram e na cidade de Concepción, cerca de 400 km ao sul de Santiago, o edifício do governo local desmoronou e pacientes estavam sendo transferidos dos hospitais, segundo rádios chilenas.

Mais forte que no Haiti
O movimento sísmico, muito mais poderoso que o mortífero terremoto que devastou o Haiti em janeiro, também causou pânico no popular balneário de Viña del Mar. De manhã, policiais e bombeiros percorriam as ruas em distintas cidades do país para verificar a magnitude dos danos e socorrer vítimas.

O terremoto ocorreu poucos dias antes de completar 25 anos do sismo que causou centenas de vítimas e destruiu várias localidades no litoral central do Chile, em 3 de março de 1985.

Com informações da Reuters, EFE e 20 minutos.es

infográfico terremoto chile
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Foto: Arte / Terra
EFE   
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