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Wikileaks: Assange relaciona apoio de Lula a fim de mandato

20 dez 2010
18h46
atualizado às 18h50

O fundador da organização Wikileaks, o australiano Julian Assange, comentou nesta segunda-feira o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao movimento que divulgou na internet mais de 250 mil documentos secretos de embaixadas americanas. Em entrevista ao jornal espanhol El País, Assange agradeceu o apoio recebido, principalmente na América do Sul e na Austrália, mas vinculou as declarações de Lula a favor do Wikileaks com sua saída da presidência.

"Lula é um caso especial porque ele irá sair (da presidência). E isso o permite ser mais direto do havia sido já não tem que prestar nenhuma fidelidade aos Estados Unidos", disse Assange. "Vi que recebemos um apoio em escala mundial, especialmente na América do Sul e Austrália, e parece como se todo o mundo em todas as partes nos apoiaram. Mas quando mais perto do poder está um homem, menos predisposto está a nos apoiar, provavelmente porque tem mais a perder. Nos últimos dez dias vimos gente, incluindo próxima ao poder, que nos mostrou apoio", explicou.

Na primeira entrevista exclusiva após a saída da prisão, Assange afirmou também que recebe ameaças de morte o tempo inteiro e que elas "parecem vir de membros das Forças Armadas dos Estados Unidos".

Assange ainda voltou a classificar as denúncias de estupro na Suécia como "campanha de descrédito", mas declarou que o público está conseguindo pouco a pouco enxergar que onda difamatória por causa do teor do material publicado pelo Wikileaks.

O vazamento WikiLeaks
No dia 28 de novembro, a organização WikiLeaks divulgou mais de 250 mil documentos secretos enviados de embaixadas americanas ao redor do mundo a Washington. A maior parte dos dados trata de assuntos diplomáticos - o que provocou a reação de diversos países e causou constrangimento ao governo dos Estados Unidos. Alguns documentos externam a posição dos EUA sobre líderes mundiais.

Em outros relatórios, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pede que os representantes atuem como espiões. Durante o ano, o WikiLeaks já havia divulgado outros documentos polêmicos sobre as guerras do Afeganistão e do Iraque, mas os dados sobre a diplomacia americana provocaram um escândalo maior. O fundador da organização, o australiano Julian Assange, foi preso no dia 7 de dezembro, em Londres, sob acusação emitida pela Suécia de crimes sexuais, e solto no dia 16. Agora, Assange espera em liberdade condicional por uma nova audiência de extradição.



Julian Assange revelou que recebe ameaças de morte constantemente
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Foto: Reuters
Fonte: Redação Terra
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