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Revista: Dirceu e Erenice fizeram sociedade para lobby junto ao governo

25 mai 2013
18h40
atualizado às 19h15
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Reportagem publicada na edição deste fim de semana da revista Veja afirma que ex-ministros da Casa Civil José Dirceu, que deixou o cargo em 2005 após o escândalo do mensalão, e Erenice Guerra, demitida em 2010, aproveitaram a influência no poder para fazer uma parceria para atender empresas interessadas em negócios com o governo. A publicação fala que eles criaram uma "joint venture do lobby" em Brasília. Dirceu seria o "consultor" preferido das grandes empreiteiras, das empresas de tecnologia e dos bancos. Erenice teria seu nicho de atuação nas empresas e fundos de pensão com interesses ligados ao Ministério de Minas e Energia, onde atuou.

A revista faz referência a uma reunião no escritório da ex-ministra que teria sido agendada por Dirceu, no começo de março, com a presença de Flávio Nunes Rietmann, ex-executivo do banco Cruzeiro do Sul, liquidado no ano passado pelo Banco Central, e dono de uma corretora de valores. Rietmann teria pedido ajuda para passar à frente títulos a um fundo de pensão, numa operação que poderia movimentar R$ 100 milhões. As partes envolvidas dividiram uma comissão de 10% no valor final do negócio. A Veja diz que Erenice convocou em seu escritório Fabio Resende, diretor da Previnorte (fundo de pensão dos funcionários da Eletronorte) e teria dado ordem para comprar o título. No entanto, a revista não soube informar se o negócio foi concretizado. Fábio Resende disse à publicação que nunca participou de reunião com a ex-ministra para tratar de negócios. Flávio Rietmann não quis comentar a reportagem e Erenice disse que não fala sobre seus clientes. Já Dirceu negou a existência da sociedade.

Fonte: Terra
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