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SP: em praça, Jean Wyllys e Laerte protestam contra Feliciano

Contra o pastor, movimentos lançam comissão extraoficial de direitos humanos em SP

25 abr 2013
22h18
atualizado às 22h31
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Movimentos sociais e ativistas de diversos grupos realizaram na noite desta quinta-feira, na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, a primeira "audiência pública" da Comissão Extraordinária de Direitos Humanos e Minorias, que se propõem a ser um espaço para debater os temas "proibidos" pelo deputado federal Marco Feliciano na comissão homônima da Câmara dos Deputados, presidida pelo parlamentar do PSC.

<p>Esta foi a primeira "audiência pública" da Comissão Extraordinária de Direitos Humanos e Minorias, que se propõe a ser um espaço para debater os temas "proibidos" por Feliciano </p>
Esta foi a primeira "audiência pública" da Comissão Extraordinária de Direitos Humanos e Minorias, que se propõe a ser um espaço para debater os temas "proibidos" por Feliciano
Foto: Gabriela Biló / Futura Press

Em debate promovido pelos grupos Existe Amor em SP, Coletivo Pedra no Sapato e da organização não-governamental Conectas, o cartunista Laerte e o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) protestaram contra a onda de "conservadorismo fundamentalista" crescente no Brasil e contra a "campanha difamatória" contra as minorias nas redes sociais, sobretudo contra os homossexuais.

"A Comissão (de Direitos Humanos da Câmara) foi sequestrada pelos fundamentalistas conservadores. Aqui, nós estamos exercitando a democracia em praça pública", disse o cartunista Laerte. "Direitos Humanos são os direitos que qualquer ser humano tem só de ser ser humano. E essas coisas precisam ser repetidas quando estão sob ameaça. Uma das coisas que nos querem tirar é o nosso acesso à religião, o nosso direito de ter religião e o nosso direito de negar religiões, que é um direito sagrado. (...) Mas essa não é uma briga com as religiões", completou ele, que reforçou que o Estado e o Poder Legislativo devem ser laico.

Já Wyllys afirmou que ele e os demais parlamentares contrários à presença de Feliciano na presidência da comissão na Câmara decidiram parar de protestar pela saída dele, por acreditar que o movimento estava servindo de "trampolim" para a divulgação do pensamento do deputado, apontado como homofóbico e racista, pelas declarações que publicou em redes sociais.

"A Comissão (da Câmara) está esvaziada. Já não existe mais espaço para trabalhar as pautas de direitos humanos lá. Os movimentos sociais estão demonstrando que estão insatisfeitos. Isso é a pressão social organizada sobre os políticos", disse Wyllys. "Decidimos mudar e criar espaços alternativos para tratar dos direitos humanos do ponto de vista político e Legislativo", afirmou o parlamentar, que pretende levar a ideia para outras cidades, como Brasília e o Rio de Janeiro.

Durante o encontrou, também foram abordado temas como a luta dos indígenas no Brasil, dos negros, da população carcerária, dos seguidores das religiões afro-brasileiras e da população de rua.

Fonte: Terra
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