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SP: após fechar Paulista, ato pró-Petrobras chega ao centro

Polícia Militar contabiliza cerca de 12 mil pessoas no protesto, organizadores estimam que há 50 mil. Manifestação defende a Petrobras e a reforma política

13 mar 2015
19h06
atualizado às 19h42
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<p>Nem a chuva dispersou a multidão que protestava</p>
Nem a chuva dispersou a multidão que protestava
Foto: Paulo Pinto / Fotos Públicas

Manifestantes que participam hoje (13) da passeata do Dia Nacional de Lutas em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores, da Democracia, da Petrobras e pela Reforma Política em São Paulo chegaram por volta das 18h30 à praça da República, na região central da capital paulista, onde o ato deverá ser encerrado. Sob muita chuva, os ativistas gritam palavras de ordem como “não vai ter impeachment, não” e “fica Dilma”.

De acordo com os organizadores, cerca de 50 mil pessoas participam da manifestação. A Polícia Militar (PM) estima 12 mil participantes. A manifestação reúne integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), da União Nacional dos Estudantes (UNE) e de outros movimentos sociais e sindicais.

<p>Protesto na avenida Paulista em São Paulo</p>
Protesto na avenida Paulista em São Paulo
Foto: Marcelo Pamegianni / Futura Press

No início do ato, manifestantes se concentraram em frente ao prédio da Petrobras, na Avenida Paulista. Em seguida, se juntaram a professores da capital paulista que realizaram uma assembleia no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), em que deflagraram uma greve a partir desta sexta-feira.

As manifestações integram o Dia Nacional de Luta em defesa dos direitos dos trabalhadores, da democracia, da Petrobras e pela reforma política. Por volta de 17h30, o grupo de manifestantes fechou uma das pistas, no sentido centro.

Durante o percurso, os manifestantes gritaram “Fica, Dilma”. 

<p>Balões das centrais sindicais fazem parte do protesto</p>
Balões das centrais sindicais fazem parte do protesto
Foto: Janaina Garcia / Terra

O representante da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antonio de Moraes, destacou a unidade dos protestos que ocorreram hoje em várias capitais do país. “Trabalhadores do campo e da cidade dizem que paralisar a Petrobras é paralisar o Brasil. São cerca de 1,5 milhão de empregos que giram em torno da indústria do petróleo. Entregar o pré-sal é um crime e o povo não permitirá”. Para ele, é preciso apurar e punir os responsáveis pelos esquemas de corrupção na empresa.

O presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Adilson Araújo, disse que o ato é em defesa da governabilidade e pelo direito constitucional de manutenção da presidente Dilma Rousseff na Presidência. “A classe trabalhadora compreende que é necessário ganhar as ruas. Nós temos, sim, o compromisso de disputar nesse Congresso mais conservador uma agenda positiva, uma agenda que permita fazer com que o Brasil dê continuidade ao ciclo mudancista iniciado por Lula”.

Agência Brasil Agência Brasil
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