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Simon critica restrição a novos partidos e chama Dilma de 'política vulgar'

Pedro Simon (PMDB-RS) comparou o projeto a pacote apresentado pela ditadura, que fechou o Congresso Nacional

24 abr 2013
22h19
atualizado às 22h29
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O senador Pedro Simon (PMDB-RS) afirmou nesta quarta-feira que a presidente Dilma Rousseff é “uma política vulgar”, e que está "começando a perder a credibilidade". As críticas são por conta do projeto de lei que restringe o acesso de novos partidos à propaganda em rádio e TV e ao fundo partidário. Simon disse também estar arrependido de ter votado em Dilma nas últimas eleições. As informações são da Agência Senado.

Senador questionou votação do projeto que restringe o acesso de novos partidos à propaganda em rádio e TV e ao fundo partidário
Senador questionou votação do projeto que restringe o acesso de novos partidos à propaganda em rádio e TV e ao fundo partidário
Foto: Pedro França / Agência Senado

“A presidenta está começando a perder a credibilidade. Já está começando a se ver que ela é uma política vulgar”, afirmou Simon.

Simon disse estar em dúvida quando à intenção da presidente no que diz respeito ao projeto, e questionou se ela estaria fazendo isso porque "se deixou ludibriar pela paixão do cargo e quer se manter no cargo, custe o que custar".

O senador gaúcho chamou o projeto de “pacote de abril da presidente Dilma”, em referência ao pacote de abril lançado durante o regime militar, em 1977, pelo então presidente Ernesto Geisel, que fechou temporariamente o Congresso Nacional.

A declaração gerou uma discussão com o senador Jayme Campos (DEM-MT), favorável ao projeto, que foi acusado por Simon de ter feito parte da Arena, partido de sustentação da ditadura. 

Após o discurso de Simon, Jayme Campos afirmou que, embora respeite todos os partidos, não fez parte da Arena e recebeu um pedido de desculpas do senador do PMDB. 

Projeto gera questionamentos da oposição
Após duas semanas de discussão, a Câmara finalizou nesta terça-feira a votação do projeto, que reduz o tempo de propaganda gratuita de rádio e TV a que os partidos sem representação na Câmara dos Deputados têm direito e restringe o acesso de novas legendas ao fundo partidário (principal fonte de recursos dos partidos).

Na prática, a matéria restringe a criação do Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva. Políticos de oposição atribuem o apoio maciço do Palácio do Planalto à proposta como uma tentativa de restringir a competição para a Presidência da República, no ano que vem.

Eles também criticam o apoio do governo quando da criação do PSD, em 2011, que acabou integrando a base aliada. Eles ameaçam recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir que as novas regras valham para o pleito de 2014.  

Fonte: Terra
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