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Rui Falcão diz que PT expulsará filiados condenados por corrupção

5 mai 2015
17h11
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O PT anunciou nesta terça-feira, em um vídeo de dez minutos divulgado nas redes sociais e que irá ao ar à noite em cadeia nacional de rádio e televisão, que expulsará seus integrantes que forem condenados por corrupção.

"Qualquer petista que cometer malfeitos e ilegalidades não continuará nos quadros do partidos", afirmou o presidente do PT, Rui Falcão, no vídeo.

O PT ressaltou que a Justiça "deve ser igual para todos os partidos" e lembrou "que há integrantes de vários partidos sendo acusados e investigados, inclusive de oposição".

"O PT não aceita que alguns setores da mídia queiram criminalizar todo o partido por erros graves de alguns filiados", ressaltou Falcão, sem se referir diretamente ao gigantesco escândalo de corrupção na Petrobras.

Os crimes cometidos na estatal levaram à prisão do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, acusado de ser mediador de um esquema na Petrobras em que empresas construtoras pagariam subornos para ganhar contratos com a estatal e realizariam doações, já legais, ao partido no governo.

As doações, apesar de serem declaradas às autoridades eleitorais e à Receita Federal, supostamente eram a contrapartida das empresas contratadas pela Petrobras ao seu favorecimento nas licitações, segundo o Ministério Público Federal (MPF).

Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) investiga cerca de 50 políticos que teriam envolvimento no esquema, a maioria da base aliada de Dilma Rousseff.

O PT também voltou a defender hoje o fim do financiamento privado das campanhas eleitorais e insistiu que foi o partido que "mais combateu a corrupção".

No vídeo, a legenda lembra as conquistas dos últimos 12 anos de governo e se posiciona contra a redução da maioridade penal para 16 anos e o projeto de lei que estende a terceirização do trabalho a todas as atividades.

O ex-presidente Lula reitera no vídeo que o PT está ao lado dos trabalhadores na luta contra a ampliação da terceirização, projeto de lei que já foi aprovado na Câmara dos Deputados e está em discussão no Senado.

"Esse projeto faz o Brasil retornar ao que era no começo do século passado, voltar ao tempo em que o trabalhador era cidadão de terceira classe, sem direitos, sem garantias, sem dignidade", ressaltou.

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EFE   
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