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RS: 30 deputados analisarão pedido de impeachment de Yeda

15 set 2009
16h21
atualizado às 16h26

A comissão especial que tratará do impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB) será composta por 30 parlamentares - contemplando todas as dez bancadas com representação na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. As bancadas terão até sexta-feira para indicar os integrantes.

A leitura da denúncia por crime de responsabilidade contra a governadora e da decisão do presidente da Assembleia Legislativa, Ivar Pavan (PT), abriu a sessão plenária desta tarde. Os documentos foram lidos pelos secretários da mesa, deputado Nelson Härter (PMDB) e deputado Cassiá Carpes (PTB), e serão publicadas, amanhã, no Diário Oficial da Casa. A leitura faz parte do cronograma do processo de impeachment, originado no pedido entregue à presidência da Assembleia por integrantes do Fórum dos Servidores Públicos Estaduais no dia 9 de julho.

O grupo denuncia "a ocorrência, nos últimos meses, de inúmeras denúncias por parte de agentes políticos, colaboradores e ex-colaboradores do governo do Estado quanto à perpetração de atos de improbidade administrativa na gestão comandada pela governadora Yeda Rorato Crusius". Eles pedem que a governadora seja condenada pela prática de crimes de responsabilidade, "sofrendo as sanções de perda do cargo, com a inabilitação para o exercício de função pública por até cinco anos, sem prejuízo de ação na justiça comum."

Confira a composição da comissão especial:
PMDB - 5
PT - 5
PP - 5
PSDB - 4
PDT - 3
PTB - 3
DEM - 2
PPS - 1
PSB - 1
PCdoB - 1

O caso
O governo de Yeda tem sido alvo de acusações da Operação Rodin, da Polícia Federal, que investigou o suposto esquema envolvendo fraudes em contratos de prestação de serviços da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec) e Fundação para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae) para o Detran, e que causou o desvio de aproximadamente R$ 44 milhões dos cofres públicos, segundo o Ministério Público.

A situação ficou mais complicada depois que a revista Veja divulgou gravações mostrando conversas entre Marcelo Cavalcante, ex-assessor da governadora e achado morto em Brasília em fevereiro deste ano, e o empresário Lair Ferst, um dos coordenadores da campanha de Yeda e réu na Operação Rodin. O áudio indicaria o uso de caixa dois na campanha de Yeda para o governo do Estado.

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, no dia 5 de agosto, ação de improbidade administrativa contra a governadora e mais oito pessoas. Eles foram denunciados por enriquecimento ilícito e dano ao erário. Na ação, os procuradores pediram o afastamento temporário dos agentes públicos de seus cargos enquanto durar o processo. Mas a juíza Simone Barbisan Fortes negou o pedido de afastamento da governadora.

Fonte: Terra
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