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Romário se diz 'honrado' por ser cogitado para assumir Esporte

19 out 2011
19h33
atualizado às 19h45

O deputado federal Romário (PSB-RJ) divulgou nota nesta quarta-feira em que se diz "honrado" por seu nome ter sido cogitado para uma possível substituição do ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), na pasta, que enfrenta acusações de desvio de verba do programa Segundo Tempo - iniciativa de promoção de práticas esportivas voltada a jovens expostos a riscos sociais. A declaração de Romário cita a coluna Painel do jornal Folha de S. Paulo de hoje que diz que o nome dele foi sugerido à presidente Dilma Rousseff para assumir o ministério em uma eventual troca.

Mesmo honrado, o parlamentar ressalta que tem a intenção de cumprir seu mandato. "O convite para assumir qualquer outro cargo terá que ser muito bem pensado", disse. O deputado afirmou ainda que tem "boa relação" com Orlando Silva e avalia que ele tem feito um bom trabalho na pasta.

Para Romário, o ministro não terá condição de continuar no cargo caso as denúncias se confirmem. "Se, ao fim das apurações, for comprovado que ele cometeu atos ilícitos, ele deve ser afastado e devolver tudo que foi desviado", afirmou.

As acusações contra Orlando Silva
Reportagem da revista Veja de outubro afirmou que o ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), lideraria um esquema de corrupção na pasta que pode ter desviado mais de R$ 40 milhões em oito anos. Segundo o delator, o policial militar e militante do partido João Dias Ferreira, organizações não-governamentais (ONGs) recebiam verbas mediante o pagamento de uma taxa que podia chegar a 20% do valor dos convênios. Orlando teria recebido, dentro da garagem do ministério, uma caixa de papelão cheia de cédulas de R$ 50 e R$ 100 provenientes dos desvios que envolveriam o programa Segundo Tempo - iniciativa de promoção de práticas esportivas voltada a jovens expostos a riscos sociais.

João Dias Ferreira foi um dos cinco presos no ano passado pela polícia de Brasília sob acusação de participar dos desvios. Investigações passadas apontavam diversos membros do PCdoB como protagonistas das irregularidades, na época da Operação Shaolin, mas é a primeira vez que o nome do ministro é mencionado por um dos suspeitos. Ferreira, por meio da Associação João Dias de Kung Fu e da Federação Brasiliense de Kung Fu, firmou dois convênios, em 2005 e 2006, com o Ministério do Esporte.

O ministro nega as acusações e afirmou não haver provas contra eles, atribuindo as denúncias a um processo que corre na Justiça. Segundo ele, o ministério exige judicialmente a devolução do dinheiro repassado aos convênios firmados com Ferreira. Ainda conforme Orlando, os convênios vigentes vão expirar em 2012 e não serão renovados.

Romário defende afastamento de ministro caso suspeitas sejam comprovadas
Romário defende afastamento de ministro caso suspeitas sejam comprovadas
Foto: André Araújo / Agência Brasil
Fonte: Terra
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