Política

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23 de setembro de 2013 • 15h59 • atualizado às 16h03

RJ: por candidatura de Lindbergh, PT deixa governo Cabral em novembro

Senador afirmou que convidou o deputado federal Romário para ser seu vice em 2014, mas ainda não obteve resposta

Senador afirmou que convidou o deputado federal Romário para ser seu vice em 2014, mas ainda não obteve resposta
Foto: Alex Mendes / Divulgação
 

Consolidando a candidatura do senador petista Lindbergh Farias ao governo do Rio de Janeiro, o PT deixará os cargos que ocupa em secretarias da gestão do atual governador do Estado, Sérgio Cabral (PMDB), no dia 30 de novembro, entregando as pastas de Meio Ambiente, comandada por Carlos Minc, e de Assistência Social, com Zaqueu Teixeira. 

“Queria que o PT saísse antes, mas não deu. Estamos deixando o governo de forma consensual no partido”, afirmou Lindbergh nesta segunda-feira. 

Questionado sobre o palanque duplo no Rio de Janeiro para a presidente Dilma Rousseff na campanha à presidência, Lindbergh afirmou que sempre defendeu essa possibilidade. “Palanque duplo ou triplo, precisamos ver como ficam as composições para o próximo ano. Sempre defendi essa ideia”, disse ele. O pré-candidato do PT afirmou ainda que vem conversando com diversos partidos da base aliada para possíveis coligações em sua campanha. No entanto, não quis revelar com quem estava mantendo contatos para não atrapalhar as negociações.

Lindbergh revelou ainda que convidou o deputado federal Romário para ser seu vice na chapa ao governo, mas ainda não teve resposta do baixinho. “Há essa possibilidade, assim como a possibilidade dele sair para o Senado ou até mesmo para um novo mandato de deputado federal. O Romário hoje é uma noiva que todo mundo assedia. Será preciso ver as pesquisas e depois decidir”, afirmou ele. Com relação à possibilidade de Cabral ser ministro de Dilma, Lindbergh desconversou e disse que não comentaria especulação.

Política de segurança
O senador reafirmou também que, caso eleito, manterá o programa de segurança com todas as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) já implantadas e a ampliação dessas unidades para outras comunidades do Estado. 

O petista afirmou que as UPPs não podem ser extintas e devem ser política de Estado e não de governo para duração apenas durante o mandato. Ele comentou ainda a recusa de José Mariano Beltrame em participar de qualquer outro governo que não seja o de Pezão, atual vice governador fluminense e candidato de Cabral. “Quem falou isso foi o Sérgio Cabral e não ele. Acho que se ele ficar seria o fiador dessa transição, mas o mais importante é o meu compromisso com a política de segurança e ampliação desse programa”, disse ele.

Lindbergh criticou a estagnação do programa de segurança de Cabral, afirmou que é necessário aprofundar as ações. Ele citou como exemplo os policiais das UPPs exercerem funções que muitas vezes não são de suas competências. Segundo ele, reuniões de moradores, por exemplo, não podem ser conduzidas com postura policial, como ocorreu em uma comunidade em que havia uma bandeira com o símbolo de uma caveira hasteada na parede. “Isso intimida os moradores”, disse ele.

Transparência
Lindbergh ressaltou ainda que defende a transparência radical de todos os governos e afirmou que as licitações devem antes passar pelo Ministério Público para que seja dado um parecer sobre a concorrência. Segundo ele, as obras do Maracanã, por exemplo, foram criticadas pela população porque além do custo exorbitante, o estádio deixou de ser popular. 

“O Maracanã foi construído para todos. Tinha cadeira, arquibancada e geral, com todos os preços dos ingressos acessíveis as mais diversas camadas da população. Hoje as pessoas de menor poder aquisitivo não conseguem ir ao estádio porque os ingressos são extremamente caros”, disse o senador.

Ele criticou também a concentração de investimentos na zona sul do Rio de Janeiro em detrimento de outras regiões mais carentes de infraestrutura urbana, como a Baixada Fluminense. Lindbergh afirmou que com muito menos do que foi gasto com a linha 4 do metrô, que ligará Ipanema à Barra, daria para construir o metrô de superfície que beneficiaria milhares de pessoas. “As pessoas que enfrentam diariamente transportes superlotados, e que vão continuar nessa situação, não entendem esse gasto”, afirmou ele.

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