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Queda de Orlando Silva será anunciada em instantes, diz fonte

26 out 2011 13h47
| atualizado às 14h35
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O ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), deve deixar o cargo após as 15h desta quarta-feira, afirmou uma fonte do partido ao Terra. Segundo a fonte, o nome do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) é o mais forte para a sucessão na pasta. A cúpula comunista está reunida na liderança do partido na Câmara e, após a reunião, deve anunciar a saída de Orlando Silva. Participam do encontro o presidente nacional da legenda, Renato Rebelo, e parlamentares da bancada.

O ministro Orlando Silva pediu ao Ministério Público que o investigasse para garantir sua inocência
O ministro Orlando Silva pediu ao Ministério Público que o investigasse para garantir sua inocência
Foto: José Cruz / Agência Brasil

Na terça-feira, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou que aceitou o pedido de abertura de inquérito, feito na semana passada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Há duas semanas, o policial militar João Dias acusou o ministro de participar de um esquema de desvio de recursos públicos do programa Segundo Tempo. A denúncia foi publicada pela revista Veja.

Desde então, Orlando Silva vem negando participação no esquema, tendo prestado informações ao Congresso Nacional. Ele também pediu ao Ministério Público que o investigasse para garantir sua inocência. A ministra Cármen Lúcia determinou que o inquérito que já investiga o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), no Superior Tribunal de Justiça (STJ), seja levado ao STF para que ela avalie se o processo deve correr em conjunto com o de Orlando Silva. De acordo com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, há uma "relação intensa" entre os casos.

As acusações contra Orlando Silva
Reportagem da revista Veja de outubro afirmou que o ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), lideraria um esquema de corrupção na pasta que pode ter desviado mais de R$ 40 milhões em oito anos. Segundo o delator, o policial militar e militante do partido João Dias Ferreira, organizações não-governamentais (ONGs) recebiam verbas mediante o pagamento de uma taxa que podia chegar a 20% do valor dos convênios. Orlando teria recebido, dentro da garagem do ministério, uma caixa de papelão cheia de cédulas de R$ 50 e R$ 100 provenientes dos desvios que envolveriam o programa Segundo Tempo - iniciativa de promoção de práticas esportivas voltada a jovens expostos a riscos sociais.

João Dias Ferreira foi um dos cinco presos no ano passado pela polícia de Brasília sob acusação de participar dos desvios. Investigações passadas apontavam diversos membros do PCdoB como protagonistas das irregularidades, na época da Operação Shaolin, mas é a primeira vez que o nome do ministro é mencionado por um dos suspeitos. Ferreira, por meio da Associação João Dias de Kung Fu e da Federação Brasiliense de Kung Fu, firmou dois convênios, em 2005 e 2006, com o Ministério do Esporte.

O ministro nega as acusações e afirmou não haver provas contra ele, atribuindo as denúncias a um processo que corre na Justiça. Segundo ele, o ministério exige judicialmente a devolução do dinheiro repassado aos convênios firmados com Ferreira. Ainda conforme Orlando, os convênios vigentes vão expirar em 2012 e não serão renovados.

Com informações da Agência Brasil

Fonte: Terra
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