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PT defende maior participação em decisões do governo Dilma

3 nov 2014
19h14
atualizado às 19h14
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A Executiva Nacional do PT aprovou resolução nesta segunda-feira, em Brasília, na qual defende maior influência do partido no segundo mandato de Dilma Rousseff. Em referência a denúncias de corrupção, a legenda defendeu maior proatividade diante de acusações, principalmente nos próximos meses, “em que setores da direita vão continuar premiando delatores”.

“O PT deve buscar participar ativamente das decisões acerca das primeiras medidas do segundo mandato, em particular sugerir medidas claras no debate sobre a política econômica, sobre a reforma política e em defesa da democracia nos meios de comunicação”, diz o texto, aprovado na primeira reunião após as eleições.

A resolução lembrou das denúncias que o partido enfrentou durante a disputa eleitoral, principalmente relacionadas aos acordos de delação premiada assinados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef. Informações atribuídas aos dois revelaram um esquema de desvio de dinheiro e pagamento de propina na Petrobras.

“Desde 1989, o PT polariza as eleições presidenciais. Nas sete eleições presidenciais realizadas desde então, perdemos 3 e vencemos 4. Mas esta de 2014 foi a mais difícil já disputada por nós, em que ganhamos enfrentando um vendaval de acusações não apenas sobre nossa política, mas sobre nosso partido. Neste sentido, o partido tem que retomar sua capacidade de fazer política cotidiana, sua independência frente ao Estado, e ser muito mais proativo no enfrentamento das acusações de corrupção, em especial no ambiente dos próximos meses, em que setores da direita vão continuar premiando delatores”, diz o texto aprovado pela legenda após as eleições.

Na resolução, o PT diz que Dilma Rousseff enfrentou uma “disputa duríssima contra adversários apoiados pela direita, pelo oligopólio da mídia, pelo grande capital e seus aliados internacionais”. “É urgente construir hegemonia na sociedade, promover reformas estruturais, com destaque para a reforma política e a democratização da mídia. Para tanto, antes de tudo é preciso dialogar com o povo, condição vital para um partido de trabalhadores”, acrescenta o texto.

O partido critica ainda o pedido de auditoria feito pelo PSDB sobre o resultado das eleições presidenciais. “Inconformada com a derrota, a oposição cai no ridículo ao questionar o resultado eleitoral no TSE. Ainda ressentida, insiste na divisão do País e investe contra a normalidade institucional. Tenta chantagear o governo eleito para que adote o programa dos derrotados”.

Para conter o que considerou uma “reação permanente da oposição”, o PT propôs conclamar a militância para participar de atos em defesa da democracia, entre 9 e 15 de novembro; compor uma frente de movimentos sociais, partidos e setores partidários para articular ações em comum; fortalecer a agência de notícias do próprio partido; relançar a campanha pela reforma política e mídia democrática; e organizar uma grande festa popular para a segunda posse de Dilma.

Fator previdenciário e desmilitarização da PM
Na resolução, o PT também reafirmou compromisso com uma plataforma que inclui o fim do fator previdenciário e a jornada de 40 horas, pautas que não são defendidas por Dilma. A legenda também garante compromisso com a desmilitarização das Polícias Militares, o que não entrou na campanha eleitoral da presidente.

 

Fonte: Terra
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