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Psol vai ao Conselho de Ética contra Bolsonaro após bate-boca

18 mai 2011
10h29
atualizado às 12h44
Luciana Cobucci
Direto de Brasília

O Psol entrou nesta quarta-feira com um pedido de investigação por quebra de decoro parlamentar contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. A representação pede a investigação pelas ofensas do deputado contra a senadora Marinor Brito (Psol-PA) na última quinta-feira, após uma reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado. Bolsonaro distribuía, na porta da reunião, um folheto "antigay", criticando o kit distribuído pelo Ministério da Educação às escolas públicas na tentativa de diminuir o preconceito conta homossexuais.

A representação também cita o folheto distribuído por Bolsonaro, que, segundo o líder do Psol na Câmara, Chico Alencar (RJ), dissemina argumentos mentirosos. "Ele deliberadamente confunde liberdade de opinião, pela qual todos nós aqui lutamos a preço, inclusive, de prisão e tortura - ele do lado dos torturadores e dos ditadores -, com liberdade de agressão. Ele, que tem como deputado o justo direito de propagar ideias, na verdade dissemina ódio e violência, o que é diferente. Ele, que tem verba para divulgação de mandato, divulga folheto que tem comprovadamente nove mentiras e duas ofensas pessoais", disse.

A senadora Marinor Brito - a quem Bolsonaro chamou de "heterofóbica" - disse que, além da representação, também processará Bolsonaro por injúria e difamação pelas declarações do deputado. "Estou entrando com uma ação penal pedindo danos morais por injúria e pedindo ressarcimento por esses atos. Essa foi uma reação às ofensas que ele proferiu na frente de todos", disse.

O pedido do Psol de investigação das atitudes de Bolsonaro é assinado pelo presidente nacional do partido, Afrânio Boppré, e foi entregue diretamente ao presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PDT-BA). "O deputado afirmou que existem, ao todo, oito processos tramitando contra Bolsonaro na Casa - com o do Psol, são nove -, todos sobre preconceito. Ele disse que vai apensar, juntar todos, para então julgar", afirmou Boppré.

Deputado Bolsonaro e senadora Marinor discutiram após reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado
Deputado Bolsonaro e senadora Marinor discutiram após reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado
Foto: Márcia Kalume / Agência Senado
Fonte: Terra

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