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PP divulga pesquisa no RS; José Serra e Tarso Genro lideram

20 abr 2010
08h53
atualizado em 21/4/2010 às 09h40
Flávia Bemfica
Direto de Porto Alegre

O Partido Progressista (PP) do RS apresentou nesta segunda-feira os resultados de pesquisa encomendada ao IIP Instituto de Pesquisas (Index) sobre as intenções de voto dos gaúchos para a presidência da República, Senado e governo do Estado. Na induzida, para a presidência da República, José Serra (PSDB), obteve 40,3%; Dilma Rousseff (PT), 30,5%; Ciro Gomes (PSB), 9,9% e Marina Silva (PV), 6,9%. Os indecisos totalizaram 6,1%. E os sem resposta 6,5%. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 8130/2010. O levantamento foi feito entre os dias 8 e 10 de abril com 1.500 entrevistados.

Para o governo do Estado, a induzida apontou Tarso Genro (PT) em primeiro lugar, com 36,2%, seguido por José Fogaça (PMDB), com 28,3%, e Beto Albuquerque (PSB), com 11,3%. A governadora Yeda Crusius (PSDB), que deve tentar a reeleição, ficou com 9,1%. E o candidato do PTB, Luis Augusto Lara, com 3,8%.

Para o Senado, Paulo Paim (PT), obteve 60,6%. Em seguida, vem Germano Rigotto (PMDB), com 53%; Ana Amélia Lemos (PP), com 41,4%; Vicente Bogo (PSDB), com 9,2% e Luiz Francisco Corrêa Barbosa (PTB), com 8%. Os percentuais para o Senado totalizam mais de 100% porque os entrevistados escolhem duas vezes, já que o RS elegerá dois senadores nas eleições deste ano. O levantamento mediu também a rejeição aos candidatos.

Para o governo do Estado, Yeda foi quem apresentou o maior índice de rejeição (47,1%). Genro teve 9,9% e José Fogaça 5,6%. Lara 3,6% e Beto 2,3%. Na questão específica sobre a avaliação do governo Yeda, 44,7% dos entrevistados o consideraram como ruim ou péssimo e 19,2% como bom ou ótimo.

A pesquisa foi apresentada nas reuniões da Executiva com pré-candidatos e representantes de coordenadorias regionais em Porto Alegre, para indicar com qual sigla deverá se aliar nas eleições do Estado.

Ao final, os progressistas optaram por dar preferência ao PSDB e ao apoio à tentativa de reeleição de Yeda, mas criaram um problema para os tucanos, uma vez que mantiveram a decisão de estender a coligação para a chapa proporcional (e tanto na bancada federal como na estadual).

Coligações
O PSDB não quer a coligação na proporcional, pois teme o encolhimento significativo das bancadas. O PP espera que o PSDB se manifeste sobre a proposta até o dia 23. No dia 24, o partido realiza uma pré-convenção estadual e pretende apresentar uma definição.

Integrante da base aliada da governadora Yeda, mas com lideranças importantes mais inclinadas a outra opção - a mais cotada seria com o PSB, que lançou a pré-candidatura do deputado federal Beto Albuquerque -, o PP gaúcho tem seu apoio disputado ainda pelo PTB e pelo PMDB. Entre as siglas pretendentes, apenas o PSB assegura cumprir todas as condições apresentadas pelos progressistas: indicação de um dos candidatos ao Senado e do vice e coligação na chapa proporcional.

Apesar de nos últimos dias ter sido deflagrado um movimento do candidato José Fogaça para tentar agregar o PP a coligação que já reúne PMDB e PDT, tanto peemedebistas quanto progressistas veem a hipótese como "remota", devido a rivalidade existente entre os dois partidos fora de Porto Alegre. "É um sonho de verão", resume o secretário-geral do PMDB RS, deputado Eliseu Padilha.

"Fica meio complicado a gente entrar numa aliança na qual o candidato a vice disse que seu segundo voto do Senado deve ir para o senador Paulo Paim, do PT", emenda o presidente do PP no Estado, Pedro Bertolucci.

No Rio Grande do Sul, o PP, bastante vinculado ao setor primário, está entre os três maiores partidos (possui 200 mil filiados e 149 das 496 prefeituras). Apesar disso, amarga um jejum de quase 30 anos tanto no governo como no Senado. Os últimos eleitos foram Jair Soares (governador) e Carlos Chiarelli (senador), ainda na época em que o partido se chamava PDS, em 1982.

Para 2010, os progressistas resolveram apostar todas as fichas no Senado e apresentaram o nome da jornalista Ana Amélia Lemos, estreante em eleições. A partir da próxima segunda-feira, o PP começa a veicular, dentro do espaço da propaganda partidária na TV, 80 inserções. Todas são com a candidata ao Senado. "Esse chamado voto flutuante ela vai levar todo", aposta Bertolucci.

As expectativas da cúpula partidária em relação ao Senado são tantas que, junto com a exigência da coligação na proporcional, ajudam a emperrar a aliança com o PSDB. Parte do PP teme que a candidatura de Ana Amélia possa ser prejudicada pelo alto índice de rejeição de Yeda no caso de a aliança com o PSDB se confirmar.

Fonte: Especial para Terra

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