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Por Feliciano, evangélicos pedem saída de Genoino da CCJ da Câmara

17 abr 2013
12h18
atualizado às 13h12
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Cerca de 20 evangélicos fizeram um protesto silencioso, na manhã desta quarta-feira, durante a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Eles portavam cartazes pedindo que os deputados José Genoino (PT-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP) deixem a comissão, da qual fazem parte. O ato é em apoio ao deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Casa, que tem ouvido apelos para renunciar ao cargo e enfrentado protestos de manifestantes que o acusam de fazer declarações com teor racista e homofóbico pelo Twitter.

Evangélicos seguram cartazes pedindo a saída de Genoino da CCJ
Evangélicos seguram cartazes pedindo a saída de Genoino da CCJ
Foto: Luciana Cobucci / Terra

Os evangélicos alegam que Feliciano foi eleito para presidir a comissão e tem "ficha limpa", diferentemente dos colegas que integram a CCJ. Ambos foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por integrar o esquema que ficou conhecido como mensalão. Genoino foi condenado a seis anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto por corrupção ativa e formação de quadrilha. Já Cunha deve cumprir nove anos e quatro meses em regime fechado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Sessões fechadas
Na reunião da Mesa Diretora da Câmara, realizada na manhã de hoje, Feliciano comunicou aos membros que vai restringir o encontro e proibir a entrada de manifestantes. Ele alegou ter recebido informações de que ativistas vão protestar mais uma vez e impedir o andamento dos trabalhos. A CDH promove hoje à tarde uma audiência pública sobre a ação da Polícia Federal na área indígena Mundukuru.

Na tarde de hoje, parlamentares membros da CDH e contrários à permanência de Feliciano na presidência se reúnem para decidir se permanecerão no colegiado. Desde que o parlamentar do PSC foi eleito, esses deputados boicotam as reuniões da comissão. Sem a presença deles, Feliciano conseguiu aprovar, há duas semanas, um requerimento que restringe os encontros do colegiado à presença apenas de deputados, assessores e jornalistas. Após reprimenda do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Feliciano abriu a reunião da última semana. Por causa da gritaria e tumulto causados por manifestantes, a reunião foi fechada e transferida para outro plenário em seguida, onde foi proibida a entrada de ativistas.

Fonte: Terra
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