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Popularidade de Lula deve beneficiar Dilma, diz analista

1 fev 2010
13h54
atualizado às 14h13

Para o analista da CNT/Sensus Ricardo Guedes, o Brasil não deve repetir o caso das eleições chilenas, na qual a presidente Michelle Bachelet não conseguiu transferir ao candidato governista o seu alto índice de apoio popular. Em entrevista à agência Ansa, Guedes afirmou que acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve conseguir fazer com que sua alta popularidade beneficie a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que é pré-candidata do PT à Presidência.

"O caso brasileiro é específico, aqui não pode se aplicar o exemplo das eleições chilenas, são situações bem distintas", afirmou.

Para Guedes, os êxitos do governo de Lula irão influenciar na transferência de popularidade. "Existe a transferência pelo fato de que o governo teve êxito em fazer uma melhoria econômica muito grande no País e também tem recorde de aprovação internacional, e isso influi", disse.

No Chile, com cerca de 80% de aprovação popular, Bachelet viu o candidato do governo, Eduardo Frei, perder para o empresário Sebastián Piñera, da Coalizão pela Mudança. Com a derrota, esta será a primeira vez em 20 anos que a Concertación não administrará o país. Piñera, um dos homens mais ricos do Chile, assumirá a presidência no próximo dia 11 de março.

A pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta segunda-feira, aponta que Dilma Rousseff subiu em pesquisa de intenção de voto e chegou a um empate técnico com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), provável candidato da oposição.

No principal cenário, Dilma alcança 27,8% da preferência em janeiro, contra 33,2% de Serra. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ficou com 11,9% e a senadora Marina Silva (PV-AC) tem 6,8%. A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 25 a 29 de janeiro com 2 mil entrevistados em 136 municípios. A margem de erro é de três pontos percentuais. O número de registro é o 1570/2010.

Fonte: Redação Terra
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