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PF aponta que Agnelo pediu reunião com Cachoeira, diz jornal

12 abr 2012
09h27

Citado como o "01" de Brasília pela organização de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o governador Agnelo Queiroz (PT) pediu, segundo indica o inquérito da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, uma reunião com o contraventor, apontado como o chefe da máfia dos caça-níqueis em Goiás e no Distrito Federal. Até ser desmontado pela Polícia Federal em fevereiro, o esquema articulava-se para operar negócios milionários no Governo do Distrito Federal (GDF). Para a PF, a aproximação do governador com Cachoeira tinha como pano de fundo pagamentos do GDF a empresas do esquema, notadamente a Delta Construções, e nomeações de representantes da quadrilha em cargos-chave da administração do Distrito Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em telefonema gravado pela Polícia Federal em 16 de junho do ano passado, o sargento Idalberto Matias, o Dadá, apontado como aliado de Cachoeira, avisa a ele que foi procurado por João Carlos Feitosa Zunga, ex-subsecretário de Esportes e funcionário do governo do DF, que disse que o "01" estava querendo falar com ele. De acordo com a PF, "01" era a forma como os aliados de Cachoeira se referiam ao governador Agnelo Queiroz. O próprio relatório da PF, nas transcrições, identifica o "01" como "governador". Procurado pelo Estado, Zunga alegou que não solicitou a Dadá a conversa de Cachoeira com Agnelo ou qualquer pessoa. O governador informou, por meio de sua assessoria, que não vê a possibilidade de ser o "01" citado pela PF. O petista assegurou não ter se encontrado com Cachoeira nem mantido contato telefônico com ele. Negou também ter pedido ou ter sido sondado para uma reunião com o contraventor.

Fonte: Terra

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