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Petistas criticam pressão de Cabral sobre Dilma: 'é bravata'

Presidente do PT, Rui Falcão reafirmou candidatura do senador Lindbergh Farias ao governo fluminense

24 mai 2013
22h19
atualizado às 22h24
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Os petistas do Rio de Janeiro reagiram com irritação à nova escalada de pressões contra a campanha do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), promovida pelo governador Sérgio Cabral (PMDB). Em um jantar com governadores e caciques do PMDB, Cabral teria insinuado que apoiaria Aécio Neves (PSDB) na eleição presidencial, caso o PT mantivesse a intenção de disputar o governo do Rio de Janeiro.

Na noite desta sexta-feira, o presidente do PT, Rui Falcão, reafirmou o apoio do partido à candidatura do senador Lindbergh ao governo do Rio de Janeiro. Falcão participou de evento do PT no Rio.

Para o deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ), as sucessivas tentativas dos peemedebistas em impedir que Lindbergh dispute o pleito indicam "desespero" e "falta de confiança" no nome do vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), pré-candidato do partido.

"É uma postura antidemocrática querer impedir o eleitor do Rio de Janeiro de poder escolher o próximo governador. E pior ainda: ele tenta fazer isso através de uma chantagem com a presidente Dilma. O desespero dele indica que ele não confia no desempenho de seu candidato. Quem confia não faz uso desse tipo de expediente para impedir outras candidaturas. No fundo, é uma confissão de falta de confiança no seu próprio candidato", ataca.

Para o presidente do diretório estadual do PT no Estado, Jorge Florêncio, o lançamento de uma candidatura própria em nada inviabiliza a aliança entre seu partido e o PMDB, tanto em nível regional, quanto em nacional. "Lançamos um candidato porque isso é direito do PT. Achamos que o candidato pode existir em paralelo com o do PMDB e é a sociedade que vai decidir qual projeto será o escolhido", afirma o dirigente petista, que irá tratar do tema nesta sexta-feira com o presidente nacional do PT, Rui Falcão.

‘Não aceitamos chantagem’
Molon acredita que não há chance de Cabral e seu grupo político romperem definitivamente com a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, os principais cabos eleitorais do País e donos de enorme popularidade no Estado, segundo ele. Para o deputado, a atitude do governador não passa de um balão de ensaio.

"Isso é bravata. O governador sabe melhor do que ninguém quanto o apoio do governo federal foi importante para a recuperação do Rio. Nosso Estado foi o que mais recebeu recursos federais nos governos dos presidentes Lula e Dilma. É inaceitável. O PT já decidiu por unanimidade ter candidatura própria e não aceita chantagem e intimidação", desdenha Molon.

Já Florêncio critica a pressão de lideranças peemedebistas para que o PT entregue seus cargos no governo estadual. Para ele, esse não é um movimento que seu partido tenha que tomar.

"Você acha que o Cabral ou o Picciani estão insatisfeitos com o PT ou que a Dilma tem que pedir os cargos do PMDB em nível federal por causa disso? Lógico que não. O Cabral pode solicitar os cargos, mas não achamos que esse é um movimento nosso. Temos uma relação com o governador que é de diálogo. A candidatura está colocada. Claro que em política tudo acontece, mas nesse momento está acabado e a gente tem que respeitar um ao outro", prega.

Jornal do Brasil Jornal do Brasil
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