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Orlando Silva pede investigação da PGR sobre denúncias

17 out 2011
14h11
atualizado às 14h12

Luciana Cobucci
Direto de Brasília

O ministro do Esporte, Orlando Silva, protocolou nesta segunda-feira um pedido para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue as denúncias publicadas pela revista Veja neste final de semana que apontam para a existência de um esquema de irregularidades envolvendo convênios entre a pasta e ONGs, que teria desviado mais de R$ 40 milhões em oito anos. No requerimento, endereçado ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o ministro se coloca à disposição para prestar "todos os esclarecimentos necessários¿.

"É mais uma iniciativa para que todos os fatos sejam esclarecidos e que fique claro que as supostas denúncias não passam de mentiras e calúnias, feitas por um cidadão que está sendo processado pela Justiça", afirmou o ministro. Neste final de semana, Orlando Silva já havia pedido à Polícia Federal que investigasse o caso.

No domingo, Orlando Silva se encontrou com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e com o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. O encontro ocorreu na casa da própria ministra e foi uma conversa "amigável", para que ela se inteirasse das recentes suspeitas.

O caráter da reunião foi de apoio ao parlamentar. Segundo a assessoria da Casa Civil, o governo se coloca a favor do ministro e se diz satisfeito com a forma com que ele vem lidando com as acusações. Dentro do governo, o ministro vem sendo elogiado pela agilidade e rapidez com que se pronunciou sobre as suspeitas. Orlando Silva deve comparecer ao Congresso amanhã e, de acordo com o governo, sua saída não está sendo cogitada e seria uma visão exagerada da imprensa.

Denúncias
Segundo reportagem da revista Veja, diversos membros do PCdoB, capitaneados pelo ministro, faziam parte do esquema. As acusações têm como única fonte o policial militar e ex-militante do PCdoB João Dias Ferreira, que aponta o ministro como um dos beneficiados com o desvio.

Ferreira foi um dos cinco presos no ano passado pela polícia de Brasília sob acusação de participar de desvios de recursos destinado a um programa da pasta. Investigações passadas apontavam diversos membros do PCdoB como protagonistas das irregularidades, na época da Operação Shaolin, mas é a primeira vez que o nome do ministro é mencionado por um dos suspeitos. Ferreira, por meio da Associação João Dias de Kung Fu e da Federação Brasiliense de Kung Fu, firmou dois convênios, em 2005 e 2006, com o Ministério do Esporte.

De acordo com Ferreira, as ONGs recebiam verbas mediante o pagamento de uma taxa que podia chegar a 20% do valor dos convênios. Orlando Silva teria recebido, pessoalmente, dentro da garagem do Ministério, uma caixa de papelão cheia de cédulas de R$ 50 e R$ 100 provenientes da quadrilha. Parte desse dinheiro, acusa a Veja, foi usada para pagar despesas da campanha presidencial de 2006.

Fonte: Terra
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